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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Urlaub! (Itália)

Começamos o nosso primeiro dia (13.05) na Itália com um café na manhã "a la italiana", leia-se: bem mais simples do que aqueles da Alemanha. Mas não estava esperando muito do café da manhã mesmo... O ponto forte da viagem seriam as massas.


Saímos de Aosta logo cedo seguindo sentido a Turim. Nesse trecho passamos pelo Vale de Aosta, lugar incrivelmente incrível! Hehehe... Depois entramos em outra rodovia e a estada era literalmente reta, sem inclinação, sem curva, e até as montanhas ao lado da estrada eram assim (parecia ser uma gigante Table Mountain de Cape Town). De Turim a Gênova nos deparamos com os primeiros túneis e de repente, quando menos esperávamos, estava lá ele, o Mar Mediterrâneo!


A chegada em Gênova foi complicada. Não a chegada em si, mas a entrada e a saída da cidade. Queríamos tirar algumas fotos daquela arquitetura tão peculiar mas, na hora de voltar pra auto-estrada não achávamos mais a saída! As auto-estradas na Itália são pedagiadas mas não existem pontos de cobrança no meio do caminho. Em todas as entradas das auto-estradas existe uma cancela de onde um ticket é retirado. O guichê de pagamento fica na saída da estrada, o trecho percorrido é calculado e se paga por quilometro percorrido. Nada mais justo. Mas voltando ao assunto... demoramos pra achar a saída pra auto-estrada em Gênova e assim pudemos vivenciar os primeiros momentos o trânsito italiano. Sinceramente, me senti em casa! Hahahaha.


A estrada na costa noroeste da Itália foi a estrada mais incrível por onde já passei! Onde não tinha túnel, tinha ponte, e onde não tinha ponte, tinha túnel. Isso mesmo, não precisávamos contornar morro, subir, descer, serra, "ribanceira", medo, nada disso! A estrada era nada mais do que um risco levemente inclinado no meio de todas aquelas montanhas! Esse lugar não é recomendado praqueles que sofrem de claustrofobia. (Tia Lúcia, lembramos muito de você! Hehehehe...) Caso você não sofra esse tipo de problema, esse é um lugar que recomendo pra se apreciar a arte da engenharia do século XX :)


Fomos até Pisa, onde fizemos uma parada pra conhecer a famosa Torre!Na Idade Média, a Armada de Pisa dominava o oeste do Mediterrâneo. O comércio com a Espanha e norte da África trouxe a riqueza, refletida nas incríveis construções da cidade!


Iniciada em 1173 sobre solo arenítico, a famosa Torre de Pisa foi terminada em 1350. Durante séculos, a torre atraiu visitantes, incluindo Galileu, que lá realizou experimentos com objetos em queda. Obras de engenharia recentes reduziram a inclinação da torre para aproximadamente 4,12m. É realmente impressionante como ela e inclinada!.. ahuahua.


Além da torre, na mesma praça estão o Duomo e o Batistério, todos construídos na mesma época. O conjunto das 3 construções, a grama verdinha e o céu azul ficaram perfeitos nas fotos:)


Mas como não queríamos chegar tarde em Florença, não nos demoramos muito por lá. De Pisa à Florença são uns 50km só e foi bem rapidinho. O que nos preocupava era como iríamos achar o hotel no meio daquele trânsito maluco! Resumindo, estávamos tentando chegar à Praça da República, onde acreditávamos que o hotel estivesse, mas por uma sorte que não sei de onde surgiu, o pai reconheceu a fachada do hotel. O detalhe é que ele não se localizava na Praça da República, mas sim na Praça da Independência! (Uma pequena confusão nas datas comemorativas do Brasil, hehehehe.)

Florença é um monumento ao renascimento, despertar artístico e cultural ocorrido no século XV. As construções de Brunelleschi e os quadros e esculturas de artistas como Botticelli e Michelângelo fizeram da cidade uma das maiores capitais artísticas do mundo. Nesse período, Florença era o centro cultural e intelectual da Europa: a atmosfera cosmopolita e a riqueza de poderosos mecenas, como os Medicis, impulsionaram um período ímpar de crescimento artístico. O legado do renascimento atrai muitos turistas à cidade, que reúne diversos museus, galerias, igrejas e monumentos. As principais atrações da cidade situam-se muito perto umas das outras, o que faz o visitante ter a impressão de encontrar um tesouro a cada passo!

Depois de uma noite de descanso, acordamos cedo (14.05) e fomos direto pro ponto alto da cidade - a Galeria degli Uffizi. Eu havia lido que é comum ter filas e longas esperas para se consegui visitar a galeria. Eu, sendo uma viajante experiente, li as entrelinhas do meu guia e descobri que era possível agendar a visita e evitar toda aquela fila. Dito e feito! Marcamos a nossa visita pra duas horas mais tarde e enquanto isso fomos visitar o Palazzio Vechio, já do lado do Uffizi.

O Palácio Vecchio foi concluído em 1322 e mantem a aparência medieval, dominando a Piazza della Signoria. Ele ainda cumpre com o seu papel original de prefeitura de Florença. O Salão dos Quinhentos (Salone dei Cinquecento) é um dos mais amplos salões da Itália. Nas paredes foram realizados grandes afrescos, os quais descrevem as batalhas e os sucessos militares de Florença sobre Pisa e Siena. No mesmo salão está a estátua Vitória de Michelângelo. Ainda há outros destaques como Donatello e Bronzino.

A Galeria degli Ufizzi foi construída em 1560-80 para abrigar os escritórios (uffizi) da nova administração do duque Cosimo I. O arquiteto Vasari usou estruturas de ferro para criar uma parede de vidro quase continua no piso superior. A partir de 1581 os herdeiros de Cosimo, usaram esse espaço para exibir os tesouros da família Medici, abrindo a galeria de arte mais antiga do mundo! É dividida em salas ou ambientes, cerca de cinqüenta, nomeadas geralmente pelo artista mais importante exposto. Temos salas dedicadas aos maiores artistas do Renascimento, como Leonardo da Vinci e Rafael, salas com arte clássica da Roma antiga, uma grande coleção de quadros de Botticelli com suas incomparáveis ‘’Primavera’’ e ‘’O Nascimento de Venus’’ e obras dos maiores artistas do mundo como Michelangelo, Tiziano, Durer ou Rubens.Foi uma experiência diferente estar no meio de tanta obra de arte, mas confesso que me senti totalmente ignorante com relação à arte. Mas como dizia aquela consagrada poetisa: "cada um no seu quadrado"! Hehehehe...

O nosso almoço não poderia ser diferente de uma boa massa! Nham, nham, nham!!!!....
E depois de recarregadas as energias, fomos até os jardins do Palazzio Pitti. Confesso que depois de ter visitado os jardins do Schönbrunn, os jardins do Pitti ficaram no chinelo! Além de cobrarem entrada, a impressão que tinha era a de que estava no meio do mato, e não em um jardim de um Palácio. Segundo o meu guia, esse é um ótimo exemplo da jardinagem bastante estilizada do renascimento (continuo sendo mais o estilo austríaco mesmo =D)... Enfim, este foi construído pelo banqueiro Luca Pitti, mas sua tentativa de competir com os Medicis fracasso quando os custos da construção, iniciada em 1457, levaram os herdeiros à falência. Os Medicis compraram o edifício e se mudaram pra lá em 1550.

À noite, tirei algumas fotos da cidade e, como "janta", fomos ver qual era a do café italiano. Seguindo orientações do eu guia, fomos num dos cafés mais tradicionais da cidade. Logo que sentamos vimos que aquele lugar não era pra pessoas como nós. Dito e feito, os 300 anos de tradição daquele café foram realmente valorizados quando recebemos a conta dos dois cafés e dois bolos que comemos... Mas tudo bem, não é todo dia que se come num lugar tão tradicional! Hehehehe...

Seguindo indicações do hotel onde estávamos, começamos o nosso segundo dia (15.05) em Florença na Praça Michelângelo, de onde se tem uma vista especial da cidade. Foi uma pena que o tempo não estava lá aquelas coisas.

Atravessamos a ponte sobre rio Arno e fomos conhecer a igreja de Santa Croce. Lá estão túmulos e monumentos de muito fiorentinos famosos como Galileu, Michelângelo e Maquiavel, além de obras de Donatello e deslumbrantes afrescos de Giotto e de seu talentoso discípulo Taddeo Gaddi, do início do século 14. Uma dica aos desavisados como eu (é, meu guia não citava esse detalhe), usem roupas "adequadas' se quiserem entrar na igreja. A "pegadora de tickets" não me deixou entra porque estava de regata. Mas mulheres de saia entraram sem problemas! Vá entender... quase não entrei mas, dei uma volta na praça que fica na frente da igreja, achei uma loja de camisetas, bati um papo com a dona e acabei comprando uma blusinha bem turística de Florença!.. uahuahua. No final das contas, conheci a tão renomada igreja. Só queria saber, quem é que vai entrar vestindo roupas "adequadas" no verão italiano!

Outra atração que não poderíamos deixar de ver era o Duomo. A catedral de Santa Maria del Fiore, domina a paisagem com a sua enorme cúpula. Até hoje não há outro prédio maior na cidade. Acho que nem é mais usada como catedral já que não há bancos no interior. As dimensões são incríveis e há um desenho no piso já na entrada da catedral que dá a impressão de declinação... bem doido. Ahh, um ponto importante, não sei se precisava mas nós não pagamos NADA pra entrar lá.

Também visitamos o Museu da História da Ciência, que tem boa parte do seu acervo dedicado a Galileu. Levamos azar pois eles estavam restaurando mais da metade do museu mas, apesar do cansaço de tanto ir pra lá e pra cá, achei o museu bem interessante. Até tentamos um desafio de descobrir a hora através de um desenho de duas constelações e não sei mais o que... mas as explicações estavam em inglês e acabamos desistindo depois de uns 10 minutos tentando ver as horas naquela geringonça.

Depois de tanta andaça, só nos restava sentar, comer uma pizza e descansar um pouco porque no dia seguinte teríamos um longo caminho pela frente!...


Antes de escrever sobre a Áustria e o sul da Alemanha, vou fazer uma pausa dos relatos da viagem e colocar vocês em dia sobre os acontecimentos "Breitenbornenses", hehehe.


Ciao! =D

sábado, 23 de maio de 2009

Urlaub! (Alemanha e Suíça)

Finalmente as minhas tão esperadas férias na primavera chegaram!

Não que eu estivesse cansada de tanto trabalho, mas estava mesmo é ansiosa pra conhecer a Itália :)

Tudo começou na segunda-feira, dia 11.05. Deixamos a Madeleine na escola (a Sophie tinha ido com o Tassilo no médico, mas isso é história prum outro post) e fomos dar uma volta na cidade velha de Gelnhausen. Apesar das minhas aulas de alemão acontecerem em Gelnhausen, fui poucas vezes lá no Obermakt e sempre que volto me surpreendo com a graça do lugar! Essa cidade tem uma certa importância já que, desde 2007, é o centro geográfico da União Européia.
Mas como o nosso objetivo não era ficar por aqui, logo seguimos viagem. Até nos entendermos com a Autobahn, nos perdemos, nos achamos e conseguimos chegar em Freiburg, onde havíamos planejado de almoçar. Pra começar bem a viagem e mergulhar na cultura local, pedimos um prato típico do Schwarzwald - Käsespäztle! Claro que acompanhado por uma Weißbier e de sobremesa uma Schwarzwäldertorte. Depois de dar uma volta pela cidade seguimos rumo ao Bodensee. Passamos pelo Schwarzwald e vimos todas aquelas casinhas bonitinhas de lá XD.
No final da tarde daquele dia chegamos ao Bodensee.. Lindo! O nome em português é "Lago de Constança" e ele é atravessado pelo rio Reno e situado na fronteira da Alemanha com a Áustria e a Suíça. Segundo o Wikipédia (hehehe...) não existe um acordo legal sobre onde passam as fronteiras desses trÊs países no lago. Enquanto que a Suíça mantém a idéia de que a fronteira passa no meio do lago, a Áustria considera que o lago está sujeito ao condomínio de todos os três Estados das suas margens. A Alemanha também mantém uma opinião ambígua. Questões legais relacionadas com a circulação de barcos e pesca são regidas em tratados separados.

Nós queríamos chegar ao centro de Konstanz (Alemanha) mas, pra variar, acabamos errando as placas e fomos parar na Suíça! Quero dizer, na fronteira né (não é o Bodensee que faz a divisa naquela parte da Suíça, é fronteira seca mesmo), porque levou algum tempo até que os policias nos deixarem entrar no país depois que o pai se "embananou" no Alemão. Aí averiguaram os nosso documentos e fuçaram nas malas mas não acharam nada comprometedor (Ufa!.. hauhauah). Entramos em Kreuzligen pra fazer a volta e entrar na Alemanha novamente. :S Pensamos em dormir em Konstanz mas quando estávamos a procura de um hotel passamos por Reichenau, uma ilha no Bodensse unida à terra firme por uma passagem de 400m. Na veradade era um Dorf muito do acolhedor por onde fizemos um passeio gostoso. Lá existe um mosteiro beneditino fundado em 724 (isso mesmo, não é 1724 não!) que, em 2000, foi considerado Patrimônio Mundial da Humanidade. Foi de lá que escutamos uma sirene muuuito alta por volta das 20:00 que eu deduzi ser o toque de recolher dos monges, mas essa é uma informação incerta, hehehe.
Dia 12.05.09.
Esse foi o nosso dia suíço da viagem!
A Suíça, oficialmente Confederação Suíça, é um Estado Confederado localizado no centro da Europa. Possui uma área de 41 285 km², dos quais 1 740 são cobertos por lagos e rios e 8 787 por áreas improdutivas como montanhas. Como todos sabem a Suíça é uma das economias mais ricas do mundo e é sede de inúmeros bancos privados e de organizações internacionais como a Cruz Vermelha, a Organização Mundial do Comércio. No entanto, não é membro integral da União Europeia (isso mesmo gente, não tem Euro lá não...). A sua história é marcada pela sua neutralidade política perante as outras nações - desde 1815 que não entrou em nenhuma guerra - e representa um marco de liberdade e de democracia para o mundo inteiro. Essa é uma nação de quatro líguas. O alemão, o francês, o italiano e o romanche (dialeto reto-românico de alguns vales do cantão de Graubünden) são falados em diferentes partes do país, embora o alemão seja o idioma da maioria. Com quase um quarto de seu território ocupado pelos Alpes, lagos e rochas áridas, sem acesso ao mar e com poucos recursos naturais, a não ser os hídricos, o país de orgulha de manter um espírito de união e independência.
Saímos cedo de Reichenau e dessa vez resolvemos usar outra fronteira, aparentemente maior que a do dia anterior. Passamos tranquilamente e seguimos viagem. A primeira parada do dia foi em Zurique onde pudemos apreciar a água cristalina do rio Limmat que corta a cidade. Haviam muitos engravatados falando diversas línguas por lá. Apesar de ser uma cidade rica, não significa que as pessoas também sejam, ou pelo menos não estão afim de gastar os seus valiosos Francos suíços, hehehe. Bom, quem sabe eles também tem um pouco do jeito alemão de ser. Muitos desses engravatados pedalavam suas bicletas (e mulheres usando salta também!) em meio aos bondes e "almoçavam" seu sanduíche e respirando um ar puro no calçadão na beira do rio.

Zurique é o centro financeiro da Suíça e uma das bolsas de valores mais importantes da Europa. Em Zurique têm sede numerosos bancos, tais como o UBS e o Credit Suisse, seguradoras e empresas de alta tecnologia. Atualmente, cerca de um quarto das atividades da cidade são ligadas ao setor finaceiro.
A idéia era ir de Zurique até Berna mas mudamos os planos e fomos pra Luzern. A cidade fica "nos pés" dos Alpes e também é cortada por um rio cristalino (Rio Reuss) que desagua no lago de Lucerna. A Kapellbrücke é o mais famoso símbolo da cidade. É uma ponte coberta de madeira que cruza o rio na extremidade do lago e foi construída em 1333. Grande arte da ponte, inclusive suas pinturas decorativas teve que ser restaurada depois de um incêndio ocorrido em 1993.

Masss como o objetivo era chegar ainda naquele na Itália seguimos viagem. Passamos por Montreux e Vevey (Lago de Genebra), onde se encontra a Sede Mundial da Nestlé (nham nhaaaaaammmm!!!). Quanto mais avançávamos a estada ficava mais estreita e íngrime, e nesse ponto, aqueles restos de neve em cima das montanhas já estavam do nosso lado. Quando a temperatura chegou aos 9ºC aconteceu uma coisa estranha. Estávamos tão empolgados com a paisagem do lugar que nem demos importância pra uma placa que informava sobre um túnel que estaríamos por entrar. Era o Grand St. Bernard! Este túnel foi aberto ao tráfego em 19 de Março de 1964, tendo sido em construção desde 1958. Ele liga Martigny, na Suíça, com o Vale de Aosta no norte da Itália. O curioso é que entramos no túnel sem saber do que se tratava e muito menos de qual grande ele era. Pois então, ele tem exatos 5798 metros de comprimento e foi contruído pra servir de caminho opcional no inverno, quando a estrada é fechada por causa da neve. Essa passagem por menos de 6km de túnel nos custou quase 20 euros, mas nos poupou de passar por estradas no meio dos Alpes onde teríamos que dirigir muito mais devagar pra evitar qualquer tipo de incidente.

Logo que saímos do túnel demos de cara um uma arquitetura totalmente diferente do que havia ficado pra trás dele. Casa feitas de pedra, penduradas nos morros que não tínhamos a menor idéia de como haviam sido construídas! Eu continuo duvidando que tenham estradas até elas. A partir aquele momento entendi porque é que os italianos foram se pendurar naqueles morros de Caxias e arredores, hehehe...


Chegando em Aosta, achamos um hotel e foi lá mesmo que passamos a noite.

Por hoje é isso. Não sei de onde tirei vontade pra escrever isso tudo, mas está aí! Agora só faltam mais 6 dias de viagem, heuehuehue...

Boa semana!!
Beijos!