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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Funny story

Today I met an Ecotox director from a company that works for BASF. I applied in the last summer for a position in that company and that same director interviewed me! I didn't get the job at that company, but guess what.. they work for BASF, what pratically means I get to be their boss! 

How sad is that?! Hohohoho... XD

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

À procura por emprego

Enquanto todo mundo acha que precisa terminar o mestrado pra começar a procurar emprego, eu já estou investido nisso há muito tempo. Fiz muita pesquisa pra saber o que está acontecendo no mercado, empresas onde poderia trabalhar, quais são as vagas disponíveis e, o principal, quais eram seus prerequisitos.
Tudo começou na busca ao estágio curricular, depois a um estágio pra minha dissertação até que finalmente a procura a tão sonhada vaga de trabalho!

Imprescindível pra concorrer a qualquer emprego na Alemanha (ou em qualquer lugar do mundo!) é a preparação de uma boa carta de apresentação (peça pra algum alemão corrigi-la), Curriculum Vitae (CV) sem lacunas e anexação de todos os documentos comprovando os dados que foram citados no CV. Não seja impessoal ou fale sobre seus hobbies no seu CV. Se a empresa se interessar por você e quiser saber sobre essas coisas, ela vai te perguntar na entrevista.

Aqui é muito comum que quando alguém sai de um emprego ganhe um certificado explicando sobre o período que ficou na empresa e quais atividades que desempenhou. Eu ainda estou lutando pra conseguir o meu certificado do estágio que fiz na Brenntag, já que eles "esqueceram" disso quando eu acabei o estágio lá e agora estão se enrolando séculos pra me mandar. Como no Brasil não existe esse tipo de certificado apenas o registro na carteira de trabalho (quem sabe uma ideia seria anexar uma cópia da página do registro na carteira de trabalho), adicionei uma frase na carta de apresentação explicando o porquê do anexo não conter certificados de trabalho no Brasil..

Pra que recebesse o mínimo de recusas a entrevista possível eu escolhi a dedo as vagas de emprego pra quais eu me candidatei. Como tinha muita informação sobre as empresas do mercado e suas atividades, também mandei vários CV's de iniciativa e alguns CV's a vagas que não eram muito a minha área.

No total foram 21 CV's enviados: 10 de iniciativa e 11 me candidatando a uma vaga. Recebi a grande maioria dos "nãos" das empresas que não tinham vaga aberta mas em um caso fui chamada pra uma entrevista! Das empresas procurando toxicologistas, fui chamada pra 3 entrevistas e destas 2 me ofereceram emprego, além da vaga na empresa que não procurava ninguém mas me ofereceu emprego! A maioria das respostas vieram entre 2 a 15 dias depois de ter enviado meus documentos e pouco mais de um mês depois de ter começado a procura já estava com um contrato pra assinar. De todas as 21 tentativas, só 4 empresas não me responderam nada. Fiz tudo pela internet, por email ou pelo site da empresa.

Algumas ferramentas de busca de emprego:

Pense em que palavras-chave você pretende usar nas tuas pesquisas. Não se limite a termos comuns como "biólogo" ou "farmácia". Seja criativo! Sem a palavra-chave certa vai ser difícil encontrar o emprego certo.



quinta-feira, 16 de agosto de 2012

BASF - as entrevistas

Ahhh, a BASF!

Meu dia na BASF foi longo e cansativo, mas muito bom!
Acordei bem cedo e peguei o trem pra Mannheim às 7 da manhã. Cheguei lá às 9:24 e saí correndo pra pegar um taxi pra ir pra Limburgerhof, onde fica a Sede da BASF CropProtection. Depois de registrar a minha entrada na portaria, apressei o passo pra chegar exatamente às 10hs na minha primeira entrevista do dia.
Começamos classicamente com um deles se apresentando e depois comecei a contar sobre mim. Eles perguntaram várias coisas sobre minha dissertação, sobre a minha carreira em geral, perspectivas e a maioria das pessoas queriam saber quais eram as minhas fraquezas. Essa pergunta já está bem batida e não pensei que uma empresa como a BASF me perguntaria isso. Enfim, falei que sou perfeccionista e impaciente... que não são necessariamente fraquezas. Tudo depende do ponto de vista. Outra pergunta clichê foi "por que quero trabalhar na BASF".
Eu conversei em inglês, alemão e até em português! Ou seja  eles viram que isso não é um problema pra mim.

Todas as entrevistas foram bem parecidas e vou contar as peculiaridades de cada uma.

1° entrevista: lá estavam o global manager do departamento de ecotox (com qm fiz minha entrevista por telefone) e o responsável por ecotox aquática da BASF. Logo que cheguei me senti muito à vontade e às vezes até esquecia que aquela conversa era uma entrevista de emprego. Isso foi muito bom e aproveitei pra me preparar para as outras entrevistas do dia.

2° entrevista: falei com os responsáveis por ecotox terrestre e ecotox mamíferos&pássaros. Um deles era espanhol e já quebrou o gelo falando algumas palavras em portunhol.
Ele falou que o meu CV chama atenção pelo fato de eu ter feito o mestrado em ecotox, ser brasileira e falar inglês e alemão.

3° entrevista: conversei com o chefe do global manager de ecotox. O jeitão do cara largadão na cadeira me fez ficar mais tranqüila ainda e a primeira parte da entrevista foi bem tranqüila respondendo as mesmas perguntas pela 3° vez. O almoço foi na Rehhütte, uma sede pra eventos onde também tem um buffet de almoço. O salão do buffet era antigamente um chiqueiro! Muito legal!
Durante o almoço ele me fez várias perguntas relacionada as minhas aptidões com argumentação e etc. Muitas perguntas, pedindo exemplos e explicações. Acabei dando vários exemplos da minha vida pessoal já que não tenho experiência profissional. Ele também perguntou sobre como eu me sentiria na posição de chefe e como me sentiria se tivesse que despedir alguém, por exemplo.
Nossa, foram tantas perguntas desse tipo, junto a mastigar, pensar, responder, que saí meio zonza de lá.
Ahhh, ele me perguntou se eu tinha feito outras entrevistas e eu tratei de já falar que já estou com o contrato lá em casa pra assinar e que o prazo vai só até sexta-feira, quando eu precisaria ter uma resposta deles. Afirmei que eles são realmente minha primeira opção e que precisaria realmente de uma resposta até aquele dia. Ele foi sincero e falou que seria muito difícil de conseguir me dar uma resposta até lá, mas no segundo seguinte estava com o telefone na mão tentando agendar outras entrevistas ainda no mesmo dia com outras pessoas que poderiam ajudar pra que a decisão fosse tomada o quanto antes.

4° entrevista: voltei pra sala do global manager ecotox e ele perguntou se eu ainda tinha alguma outra pergunta. Eu disse que pergunta não tinha, mas que havia contado na entrevista anterior sobre o contrato da outra empresa, blá blá... Ele confirmou que vai ser muito difícil que eu receba uma resposta em 3 dias, já que eles precisariam conversar entre eles e tal. Porém ele me adiantou que ele gostou muito de mim! Ele disse que não tenho tanto conhecimento técnico, mas que isso não seria um problema já que pra vaga que eles estavam pensando seria mesmo melhor que eu tivesse um conhecimento geral sobre como as coisas funcionam aqui, pra que depois eu pudesse aplica isso no Brasil. Ele falou que eles precisam de alguém pra fazer essa conexão entre os dois países e que eu me encaixaria nessa ideia!
Esta seria a minha última conversa do dia, mas o chefão ainda estava tentando marcar outras entrevistas!

5° entrevista: conversei com 3 pessoas responsáveis pela avaliação de substâncias e seus registros no mundo todo. Existe times regionais mas outras coisas são iguais no mundo todo e o trabalho em equipe poupa o trabalho dobrado dos outros funcionários.
Essa foi a quarta vez contando a mesma historinha e então veio uma pergunta que ainda não me tinham feito: quais foram as minhas decepções ou abalos nesse tempo de Alemanha. Aí falei das 4 vezes que não consegui tirar a nota necessária na minha prova de alemão, mas que não me deixei desanimar e tentei conseguir uma vaga de mestrado mesmo assim.
Nesse meio tempo a secretária recebeu uma ligação de uma outra secretária dizendo que eu ainda teria mais uma entrevista com outro chefão!
Um deles me levou pra conhecer a sede toda e explicou o que as pessoas de cada prédio fazem. O tour acabou na sala de uma alemã que fala muito bem espanhol/ portunhol. Ela trabalha com registro de substâncias e tem constante contato com os brasileiros. Eu contei pra ela do meu outro contrato e ela já desconfiou que fosse na Bayer. Ela me disse que também achava difícil eles me darem uma resposta até na sexta e que eu deveria aceitar a outra proposta porque depois de ter experiência eu teria muito mais chance de conseguir alguma coisa em qualquer outro lugar. Concordo plenamente.

6° e última entrevista: o outro chefão tinha só 15 minutos pra falar comigo então ele falou super rápido sobre ele e eu falei um resumão do meu CV. Acho que foi a entrevista mais objetiva que já fiz! Hehehe. O cara era um simpático e ele falou que gostou de mim :)

Voltei pra sala da minha colega "portunhola". Ela me levou até o taxi que tava me esperando na porta do prédio e, acreditem ou não, ela me deu um abraço de despedida! Fechei meu dia mil vezes mais feliz do que quando cheguei!
 
Um dos 3 laboratórios de ecotox da BASF ficam em Guaratinguetá e percebi que o contato que eles tem com o Brasil é bastante forte.
A ideia deles é de me treinar aqui (1-2 anos), me dar uma ideia geral de como as coisas funcionam aqui pra depois levar isso pra SP e fazer a intermediação das equipes do Brasil e Alemanha com várias idas e vindas pra Alemanha :D A única desvantagem nessa história toda é que meu contrato inicial seria de tipo 1 ano, mas claro que se eu mostrar serviço eles renovariam meu contrato. (na Knoell o contrato seria até dez.2014) Depois eu seria recontratada pela BASF no Brasil.

É.. Posso dizer que saí de lá super tranqüila e com a sensação de dever cumprido. Agora é cruzar os dedos pra eles me darem uma resposta (positiva!) até sexta. Continuem na torcida!

Na quarta à tarde recebi uma ligação do RH da BASF querendo marcar uma entrevista por telefone pro dia seguinte e lógico que aceitei na hora. Na quinta às 11:45 fiz a tal entrevista com o RH fui muito bem. Foram 50 minutos de perguntas e tentativas de boas respostas. A Frau falou que iriam me dar uma resposta até sexta ao meio dia, mas em menos de 3 horas depois uma colega dela me liga.

Pra vocês verem que o interesse é mesmo muito grande. De "muito difícil de conseguir uma resposta até sexta", se tornou "Seja bem vinda a BASF!" logo na quinta à tarde!
Sim, sim... aqui está a mais nova colaboradora da BASF na Alemanha!!!!!!
 
Happy meeeeee :D

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Dr. Knoell - segunda entrevista


Quase morri derretida na viagem à Mannheim mas minha entrevista com a Dr. Knoell foi ótima! O mais legal foi que enquanto estava esperando pela entrevista conheci o Dr. Knoell pessoalmente, que honra! Hehehe..

A conversa de foi com o diretor geral da empresa e com a responsável pelo setor de Ecotox com quem já tinha conversado na outra entrevista. O diretor me fez muitas perguntas meio que tentando investigar sobre minha personalidade... Foi bem mais difícil do que há duas semanas atrás, mais parecido com a entrevista da Eurofins. Tive que dar idéias pra solucionar pequenos problemas que poderiam aparecer na empresa. Eu estava tranquila, por isso acho que não fui tão mal assim.

Eu perguntei sobre a possibilidade de eles abrirem uma filial da empresa no Brasil. Eles ainda estão começando negociações mas falaram que é só uma questão de tempo... Na verdade é aquela história de quem veio primeiro, o ovo ou a galinha. Pra abrir a filial lá eles precisam dos clientes, mas se a filial não estiver à disposição os clientes não vão até eles. Mas claro que já me mostrei interessada no projeto caso realmente seja contratada.

Também perguntei sobre o contrato de dois anos e eles confirmaram as grandes chances de renovação. Eles falaram que até agora sempre renovaram contratos. O diretor contou que ele entrou na empresa há 10 anos, quando a empresa tinha 7 funcionários, hoje eles tem 250!

A Frau não lembrava de quanto eu tinha pedido de salário na outra vez  e tive que falar de novo quanto imaginava. Aí o diretor já veio fazendo joguinho de que aquele era salário inicial de doutor, mas que não baixaria taaanto assim.
O período probatório é de 6 meses e eles dão 6 semanas de férias/ano (30dias úteis!!!) .. Dessa parte eu gostei :) A carga horária é de 40 hs por semana mas eles não tem cartão ponto, ou seja, nada de banco de horas.

No final comentei que gostaria de ir pra casa pra dar uma descansada e que provavelmente estaria disponível pra começar na segunda semana de outubro. Eles falaram que isso não seria problema nenhum. Ufa!

Os meus amigos alemães falam pra eu levar em consideração o que meu "Bauchgefühl" diz.. O que meu coração diz, se me sentiria bem lá. Isso tudo eu não sei já que não fiz a entrevista no lugar onde eu irei trabalhar. Posso dizer que todas as pessoas que encontrei lá são super simpáticas! Eles falaram que tentam contratar candidatos que sejam parecidos com a equipe. Idade não quer dizer muita coisa, mas a média de idade na empresa é de 37 anos.

No final eles falaram que irão analisar a minha entrevista e me dariam uma resposta em alguns dias. Ninguém perguntou se estou fazendo outras entrevistas e eu também não comentei nada. 

No dia seguinte o Rh já me ligou oferecendo o emprego!!!! O contrato chega em alguns dias e terá início em 08.10.12. Negociei pra dar uma resposta até o dia 17.08, já que minha entrevista na BASF é no dia 14 e até lá já devo ter uma resposta deles também.
 
Estou feliz que agora posso ir pra entrevista da BASF tranquila: já treinei pra entrevista com a Dr. Knoell, não preciso decidir nada até o dia 14 e o melhor, se naaada der certo eu já tenho emprego garantido! Uhuuuul!
 
Agora tenho finalmente tenho 2 semanas e 3 finais de semana pra esquecer as entrevistas, dar um gás na dissertação e mandar a versão completa pra minha orientadora corrigir... Isso antes da entrevista na BASF.

Run, Nina.. run!!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

ECT

A ECT é uma mini Eurofins. Eles também prestam consultoria em testes ecotoxicológicos e escrevem dossiês de registro de substâncias, mas em uma escala bem menor do que a Eurofins. A ligação deles com a pesquisa é grande e é através dela que eles são financiados.

Quem me entrevistou foi uma das diretoras da empresa e um dos funcionários do setor regulatório.
Eu não estava nervosa e acho que me sai super bem! Primeiro eles contaram sobre eles, depois eu sobre mim. Então a diretora me fez algumas perguntas sobre o porquê de eu ter mandando um CV de iniciativa pra empresa e também perguntou sobre algumas coisas da minha carta de apresentação. Eu soube responder tudo com tranqüilidade. Quando falei sobre o mestrado conversamos em inglês mas o resto foi em alemão.

Também fui conhecer os laboratórios e vi a variedade de testes que eles fazem. Achei bem legal que eles também fazem testes com animais terrestres.

Depois do "tour" no laboratório voltei pra sala e fizemos algumas últimas perguntas e eles perguntaram sobre a minha expectativa salarial. Eu já imaginava que eles não pagariam como as empresas grandes mas falei o quanto imaginava que poderia receber. Acho que eles se assustaram e falaram que um doutor lá tem um salário desse. Aí eu já tratei de explicar que eu não tinha muito ideia de salário na Alemanha e que tinha levado em consideração o salário de toxicologista. Pelo susto dela eu calculo que meu salário seria de uns 50% a menos!

O meu "futuro colega" me deu carona de/para a estação de trem e ele comentou que o salário lá é mais baixo mesmo que as outras empresas mas que ele tem a flexibilidade de, por exemplo, trabalhar em casa em dois dias da semana.  Ele também falou que, na opinião dele, eu fui muito bem na entrevista e que acredita que as chances de dar certo sejam bem grandes.

Não existe nenhuma vaga aberta, mas eles imaginam que talvez pudesse assumir os projetos de REACH e quem sabe alguma coisa na área de pesticidas. Seria um trabalho de escritório e não no laboratório.

Eles me pediram pra pensar ligar alguns dias depois avisando se eu estaria interessada ou não. Foi a primeira entrevista onde me perguntaram se estou fazendo entrevistas em outras empresas. Eu disse que sim e que elas ainda vão durar umas 4 semanas, mas que o interesse pela ECT existe, do contrário não teria mandado meu CV.

Quando liguei na empresa, falei o outro diretor e ele contou que eles ficaram muito felizes por me conhecerem e impressionados com o meu CV. Ele ofereceu uma posição 50% laboratório e 50% escritório (falei na entrevista que gostaria de trabalhar no lab XD). Me fez uma proposta de salário bem "xinfrin" mas mais vale um pássaro na mão do que dois voando. Claro que não rejeitei a proposta, porém relembrei que ainda tenho entrevistas nas próximas semanas e que logo após eu ligo de novo pra dar uma resposta. Ele disse, em tom de brincadeira, que espera que minhas outras entrevistas não deem certo e aí pude comprovar que eles realmente gostaram de mim! Hehehe.


Claro que esse emprego não seria tããão desafiador e empolgante quanto um emprego numa Knoell ou numa BASF, mas não é uma oportunidade a ser descartada caso as outras opções não deem certo.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Eurofins - primeira entrevista

A Eurofins é uma empresa de consultoria de testes ecotoxicológicos. Eles tem filiais no mundo inteiro, mas um dos laboratórios centrais fica em Niefern, entre Karlsruhe e Stuttgart. Foram 6 horas de viagem até lá, uma hora e meia de entrevista e depois maaaais 6 horas de chá de trem até chegar em casa.

Eu mandei meu CV por mandar e não sabia que eles tinham uma vaga de Prüfleiter de laboratório aberta. Essa vaga é pra gerenciar e supervisionar o trabalho feito pelos laboratoristas, avaliar os resultados dos testes e escrever os relatórios pros clientes. Teria que lidar com a pressão dos clientes cobrando resultados e relatórios dos estudos, e também teria que saber cobrar dos outros setores da Eurofins por resultados de suas análises naquele estudo.

A entrevistadora disse que o dia a dia é só em inglês e me fez ler um parágrafo de uma carta em inglês e traduzir em alemão! Puta sacanagem, né?? Me bati um monte pra traduzir pro português e depois pro alemão :S

Depois fui conhecer o laboratório e os 4 Prüfleiter de lá. Todos jovens com no máximo 35 anos e bem simpáticos! Eles me mostraram os organismos que eles usam lá e cada um explicou sobre o seu trabalho. Eu achei isso bem legal, assim eu pude ter uma ideai da rotina da empresa e eles também puderam dar uma vaga opinião sobre mim, mesmo que só passamos 20-30min juntos.

Com a minha dissertação estava certa de que queria ter uma rotina mais prática e trabalhar em laboratório. Apesar disso, não sei se me empolguei muito com essa vaga. Eu não esperava que fosse ter tanto contato com laboratório... Acho que estou meio esgotada de laboratórios depois dessa dissertação. Esse pode ser um motivo ou foram as vagas da Dr. Knoell e da BASF que chamaram muito mais atenção e me oferece muito mais perspectiva de crescimento.

Na Eurofins eu teria que trabalhar 40hs por semana e horas extras não seriam exceção. Tem esquema rodízio de plantão nos finais de semana e feriado já que os organismos não podem esperar até segunda pra comer, por exemplo. Nos dois primeiros anos teria 28 dias de férias e depois 30 dias. Ninguém tocou no assunto "Brasil" – ponto negativo.

Eu perguntei quantas pessoas estavam concorrendo aquela vaga e eles falaram que umas 10. Por esse motivo poderia demorar de 2 a 3 semanas até me darem uma resposta.

BASF - feedback entrevista pelo telefone

A BASF que me conhecer pessoalmenteeee!!! :D
Estou muito feliz por eles terem gostado de mim e terem me convidado pra uma entrevista em Limburgerhof. Sei que näao posso ter expectativas muito grandes, mas tá difícil não se empolgar com a idei! :)

Alguns dias mais tarde o RH da BASF me ligou de novo pedindo pra mudar o dia da minha entrevista pro dia 14.08! Eu perguntei se não teria um jeitinho de marcar ela pra algumas semanas antes, mas a mulher falou que nas férias de verão fica difícil. Pedi pra ela pelo menos me confirmar mais ou menos um horário (no email eles falaram "de manhã"). Mas também não seria nada mal se ela conseguisse adiantar esse entrevista em algumas semanas. A parte boa da história é que se eu tiver que sair de Essen antes das 7hs da manhã eu posso viajar um dia antes que eles pagam hotel daquela noite! Legal, né?

Acho que não comentei antes mas os custos de viagem pra todas essas entrevistas são reembolsados pelas empresas. Tá certo que até agora não vi a cor do dinheiro de nenhuma passagem, mas estou confiando que isso aconteça em breve.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

BASF - primeira entrevista

A BASF entrou em contato comigo e marcaram uma primeira entrevista por telefone.

Acho que estava mais nervosa do que na entrevista com a Dr. Knoell. Dei um pulo quando o telefone tocou e meu coração quase saiu pela boca, hehehe.

Primeiro contei um pouco sobre mim, sobre o que já estudei até hoje e com isso expliquei porque acho que eu me encaixo na vaga. Aí o entrevistador me perguntou por que eu não continuei na Farmácia e por que quero tanto ir pra indústria... e também perguntou o que fiz lá no estágio na Brenntag.

A pergunta que estava na ponta da língua dele era onde eu gostaria de trabalhar. Eu falei que eu amo a Alemanha e que gostaria muito de ficar aqui, que pra mim Brasil é mais pra passar férias. BÉÉÉÉÉÉÉ... resposta errada! A vaga na BASF é pra Ecotoxicologia aquática na Alemanha, mas quando eles viram meu CV acharam que poderia mandar alguém pro Brasil que conhecesse o jeito de trabalhar do alemão, mas que também conhecesse os brasileiros. Aí lá fui eu consertar dizendo que não estava presa a lugar nenhum e que iria aonde tivesse o trabalho. Essa foi a segunda vez em duas entrevistas que respondi essa pergunta errado.. acho que agora aprendi! 
Depois ainda disse que o mais importante pra mim é ter contato com a Alemanha, já que me dediquei tanto a aprender a essa língua. Foi então que ele elogiou meu alemão e eu fiquei toda feliz! :)

Perguntou se eu falava inglês e se tinha facilidade em preparar e apresentar projetos. Disse que talvez eu não precise ter tanto conhecimento na área (a maioria que trabalha lá é doutor), mas precisaria ter o poder de convencimento dos diálogos com os órgãos regulatórios quando fosse discutir detalhes dos relatórios enviados a eles. Não sei se consegui convencer ele nesse aspecto, mas disse que treinei muito durante o mestrado já que nós tivemos que fazer mais ou menos 20 apresentações durante esses dois anos. Poder de convencimento sem ter alemão ou inglês como lingua materna fica difícil... mas claro que isso eu não falei, hehehehe.

Eu frisei que tenho muito interesse em aprender e que preciso de desafios no meu dia-a-dia. A vaga é no departamento de pesticidas na avaliação dos resultados de testes feitos na BASF e também nas empresas terceirizadas por eles, desenvolvimento de métodos para avaliação desses resultados, desenvolvimento de testes estratégicos pra determinados pesticidas. Seria um trabalho de escritório escrevendo relatórios sobre os resultados para protocolos de registro e também discutindo sobre esses resultados com os órgãos regulatórios de todo o mundo.

O interesse dele seria mesmo em me mandar pra São Paulo, já que lá não tem nenhum ecotoxicologista na BASF! Ele disse que seria treinada aqui primeiro e depois iria pro Brasil.


Dois dias úteis depois da nossa conversa, recebi uma ligação do RH me convidando para uma entrevista em Limburgerhof, a seda da BASF Proteção de Cultivo!
Fiquei muito feliz por eles terem gostado de mim e estarem me convidando pra uma entrevista "ao vivo". Sei que não devo ter as expectativas muito altas, mas está difícil não se empolgar com a ideia!

Enfim, mesmo se nada der certo já foi bom saber que a área de pesticidas no Brasil está crescendo muito (palavras dele) e que, quem sabe no futuro, eu poderia ter uma chance por lá.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Dr. Knoell Consult - primeira entrevista

Hoje fiz minha primeira entrevista de emprego. Foi na Dr. Knoell Consult, uma empresa líder em registro e notificação de produtos químicos industriais, agrotóxicos e biocidas. Eles também tem várias subsidiárias que cuidam de produtos farmacêuticos humanos e veterinários, equipamentos médicos e também outra que oferece treinamento de funcionários e clientes.

A entrevista foi ótima! Conversamos por 1:30h e eles ficaram super empolgados comigo.
A vaga oferecida é pra trabalhar como ecotoxicologista na área de registro de pesticidas. A empresa presta  consultoria para outras empresas, como a Bayer CropScience. No momento eles tem um time de 7 ecotoxicologistas trabalhando dentro da Bayer e agora estão atrás de mais 3 funcionários. Essa vaga é pra trabalhar pra Dr. Knoell porém dentro da Bayer CropScience em Monheim!

No início teria muita coisa a aprender e, pelas contas deles, só estaria apta a trabalhar totalmente independente em um ano e meio a dois anos. O contrato também seria limitado em dois anos, mas com grandes chances de recontratação.

Além disso, eles estão muito interessados no Brasil e estão começando contatos com as autoridades brasileiras pra montar uma filial por lá. Por isso eu também seria meio que a interlocutora entre a empresa aqui e as autoridades no Brasil!

Eles ainda falaram que não teria problema algum se eu quisesse passar meio ano na filial da Inglaterra, por exemplo, legal né?

No final da entrevista eles já falaram que gostariam de me convidar pra uma segundo encontro. Saí de lá super contente com a minha primeira entrevista de emprego como ecotoxicologista!

Já estava na estação esperando o trem pra voltar pra casa quando a mulher do RH me ligou pra marcar o tal segundo encontro pra discutir mais sobre a vaga e sobre o contrato!