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sábado, 31 de outubro de 2009

O dia em que me encantei por Dublin...

Estava tão ansiosa por conhecer a cidade direito que nem consegui dormir até tarde.

Antes de sair do Hostel ainda encontrei 3 brasileiros que moram na França e eles me deram umas dicas sobre Dublin porque tinham andado por tudo no sábado.
Me programei pra começar o dia com uma visita na Guinness. Como já havia visitado a Heineken, nem estava esperando muito além do que vi em Amsterdam... a história era a mesma: quais são os ingredientes pra produção da cerveja, como ela é produzida, propagandas antigas, interação com o visitante, história da cervejaria e no final um pint pra fazer o freguês feliz. Foi a primeira vez que provei uma Guinness e foi paixão a primeira vista! O cara tira a cerveja mas não enche o copo, aí deixa ela descansando por alguns minutos e depois termina o "estrago" com um creme que dá um toque extremamente especial! E de quebra, pode-se admirar Dublin em 360º do bar. A única coisa chata foi ter que tomar aquele pint sozinha...
De lá fui almoçar e então corri pra prefeitura de onde sairia o walking tour por Dublin. Confesso que imaginei que fosse melhor porque peguei um guia americano e o cara falava rápido pra caramba. No mais, até foi interessante. Passamos por pelo Castelo de Dublin, Christ Church Cathedral, Temple Bar, Rio Liffey, O'Connell Street, Grafton Street, Trinity College, St. Stephen's Green, entre outros. O tour dura +/- 3 horas e é grátis, mas como o guia não ganha nenhum salário ele sempre aceita umas gorjetas no final.
Eu ainda tinha um tempo antes de tudo fechar e dei uma passada no National Museum que não também não cobra ingresso. Interessante, mas já vi melhores.

A noite caiu e lá fui eu tirar fotos noturnas legais =)... Temple Bar e Rio Liffey foram os escolhidos da noite!

Apesar de ser domingo, me admirei porque todas as lojas estavam abertas! Resolvi entrar pra ver se tinha alguma coisa que me interessasse e quase tive um acesso de loucura! Roupa é uma coisa MUITO barata na Irlanda! Comprei vááárias roupas de inverno e não gastei metade do que gastaria na Alemanha!... É uma pena que vou ter que esperar até a minha volta à Europa pra usá-las.

A essa altura do campeonato a Ane já estava chegando no aeroporto de Dublin. Resolvi voltar pro hostel pra daí encontrar ela no ponto de ônibus. Pequenos problemas solucionados e nos encontramos. Deixamos as coisas no hostel e no caminho pro pub ainda encontramos os brasileiro daquela manhã. O pub escolhido foi o mais tradicional possível, indicação do Stephen (guia). Segundo ele, 90% das pessoas que frequentam os pubs da região do Temple Bar são turistas... já no The Celt (indicação dele) seriam 90% de locais, e foi pra lá que nos mandamos!

Ouvimos irish music, bebemos irish beer, tentamos irish dance, adotamos um irish dad, ganhei uma irish sister, comemos um irish "subway" (hehehe), aprendi a tocar um irish instrument - bodhrán, e foi nesse irish spirit que eu me encantei por Dublin! A nossa sorte foi a de que na segunda-feira seria feriado na Irlanda, e os pubs estariam abertos como se fosse sábado (último pint vendido às 0:30). Nessa noite ainda encontrei o Stephen no pub e tive que inventar ma desculpa já que tinha dito pra ele que não poderia fazer o tour pra Cliffs no sabado porque voltaria pra Alemanha no domingo de manhã, hehehe.

Amei ter vivido essa noite, ainda mais com uma companhia tão especial como a Ane, my irish sister! Hehehe... Thanks for everything Ane! Minha passagem por Dublin não teria sido tão legal se você não estivesse comigo! Que venham as outras! *O mundo é pequeno demais pra nós duas* =)
Nos despedimos do The Celt e voltamos pro hostel pra pegar as minhas coisas. A Ane ainda ficou comigo até chegar a hora de eu ir pro aeroporto. Longa noite/dia... só dormi uma hora e meia durante o voo Dublin-Frankfurt... foram mais de 40 horas praticamente sem dormir!

Mas no final eu sempre sobrevivo! =)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Chegando em Dublin

Ultima viagem desse ano! Mas não se preocupem que não vou começar a me lamentar porque meus dias como Aupair estão contados, hehehe...

Outubro é o mês em que a noite toma conta do dia na Europa. Tive que acordar cedo pra chegar no aeroporto a tempo e me assustei com a escuridão! E além de escuro tinha um neblina do tipo "25", se é que os sao bentenses me entendem, hehehe. Não estava mais acostumada com esse astral de inverno...

Enfim, sorte que cheguei no aeroporto 2 horas antes do meu voo porque não estava conseguindo achar o guichê de check-in da Aer Lingus. Não sou lá tão inexperiente no aeroporto de Frankfurt mas nunca tive que fazer check-in no terminal 2. Pra ir pra lá tem que pegar um trem (3min) e não conseguindo achar ele. Depois disso foi tranquilo tirando as filas... Fila pro check-in, fila no controle de passaporte, fila no raio-x, e mais atraso de mais de uma hora do voo por causa da neblina! Chá de cadeira pra Nina \o/... Duas horas de voo e cheguei em Dublin.


Não me restou muito do dia pra passear. Mas ainda deu tempo de conhecer o "The book of Kells", os quatro evangelhos do Novo Testamento escritos em Latin por monges celtas. O livro contém vários desenhos coloridos com tintas vindas de todos os cantos do mundo. Mas o que mais me impressionou foi a vsita a antiga biblioteca da Trinity University. Dizem que um dos filmes do Indiana Jones teve uma cena filmada lá... mas o lugar me lembra a biblioteca de Hogwarts com qeueles livros enormes empoeirados de folhas amareladas! Incrível!


A Grafton Street é um calçadão de Dublin onde tudo acontece, movimento, lojas, artistas de rua, vendedores ambulantes,... e é passagem obrigatória pra quem visita a cidade.

Como já não tinha mais muito tempo pra passear, resolvi ir até o ponto de informação turística e procurar algum tour interessante pra fazer no sábado. Pensei em ir pra Belfast mas na hora de fazer a reserva e mudei de idéia. Seriam 65 euros pra visitar "Cliffs of Moher" e almoçar numa cidadezinha ouvindo música e assistindo dança típica do país.


A impressão que tive foi a de que as lojas em Dublin nunca fecham! Além disso, os souvenirs vendidos em Dublin eram os mais lindos que eu já vi na Europa! Até eu que sou bem consciente na hora de comprar qualquer coisa tive que me controlar pra não sair enchendo a cestinha! Hehehe...

A primeira noite também rendeu boas fotos, mas nada além disso. Voltei cedo pro hostel pois o próximo dia seria longo!...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Oktoberfest - a experiência!

Que lugar incrível! Indescritivelmente melhor do que eu imaginei que seria!
Não sei nem por onde começar a contar...
Enfim, acho que pelo começo né... Então vamos lá!

Tudo começou mal, mas muito mal!
Planejei sair de casa na sexta (25.09) com o ônibus das 7hrs da manhã. Não tinha muita certeza se realmente existia um ônibus às 7hrs, mas resolvi deixar pra ver isso quando acordasse, às 6:20. Depois que o despertador tocou eu ativei o "soneca" e voltei a dormir. Quando ele tocou pela segunda vez, resolvi levantar e dar uma conferida no tal do horário do ônibus. Pro meu desespero, ele estaria saindo às 6:40 e não às 7hrs! A sorte é que a minha mala já estava pronta, e foi só colocar celular, iTouch, garrafa de água, etc, na bolsa e CORRER pro ponto de ônibus!
Logo que coloquei o nariz pra fora do portão de casa, senti que não tinha fechado a garrafa de água direito, mas não tinha tempo de checar esse detalhe naquele momento e simplesmente corri pra não perder o ônibus. Quando me sentei e abri a bolsa, TUDO estava ensopado... inclusive celular e iTouch! Comecei a tentar secar tudo feneticamente e nem um nem outro queria ligar mais! Pensei pronto, se o final de semana começou assim, imagina o que não vai acontecer até segunda!
Nesses dois aparelhinhos estava TODOS os números de telefones, endereço de hostel, informações da festa ou seja, eu estava literalmente perdida! Não poderia nem ligar pro Rica e avisar o que tinha acontecido porque não sabia o número dele decor!

Quando cheguei em Gelnhausen, fui até a plataforma e me sentei tentando por a cabeça pra funcionar e dar um jeito de resolver o problema. Foi então que lembrei que ainda não tinha comprado a passagem do trem que eu pegaria em 5 minutos!.. Fui até à máquina e adivinhem... ela não aceitava notas de 20 euros e eu não tinha trocado pra pagar uma passagem de €6,95! Perguntei pra TODAS as pessoas ao meu redor se alguém poderia trocar os 20 euros por duas notas de 10, mas ninguém tinha nada. Eu também não tinha mais tempo de ir até a banca pra trocar a nota. Aí uma mulher falou pra eu entrar no trem e explicar a situação pro cobrador. É muito difícil eu encontrar o cobrador logo que eu entro no trem.. muitas vezes eu nem encontro ele. Bem, naquele dia eu estava sentada por 2 minutos e ele apareceu! Expliquei a situação e ele começou a me xingar... disse que queria a minha identidade porque iria me aplicar uma multa de 40 euros por eu estar viajando sem passagem. A mulher que tinha me "ajudado" na plataforma estava do meu lado e era testemunha que eu tinha tentado comprar a passagem, mas mesmo assim ele queria me multar. Eu disse que não iria pagar nada, que iria desembarcar na próxima estação, compraria uma passagem e entraria no próximo trem. E foi o que fiz, só que antes do trem partir o cara veio e me disse que era pra eu subir no trem. Ele disse que eu poderia ira até a próxima estação porque lá o trem passava mais frequentemente e eu não precisaria ficar esperando tanto. Pelo menos isso né! Desembarquei então em Langelselbod, comprei uma passagem e em 20 minutos ja havia embarcado no outro trem.

Um problema a menos... agora já poderia voltar a pensar em como iria encontrar o Rica na estação em Frankfurt. Lembrei que ele disse que chegaria um pouco antes e fui até o lugar onde a gente sempre se encontra lá. Cinco minutos depois, vi uma luz no fim do túnel.. ele estava chegando! Ufa... outro problema resolvido. O próximo também não seria lá tão difícil...

Na Alemanha, é bem comum pegar carona. Tem sites e mais sites que organizam isso e foi o que fizemos. É tudo muito organizado e vale muito a pena. Não precisamos desembarcar mil e uma vezes como quando vamos de trem. O carro era muito bom, o motorista também, e o melhor, 400km por apenas 20 euros! Só que tem que saber escolher né... furada também tem e monte.

Mas então... eu tinha que ligar pro cara da carona quando nós chegassemos na saída sul da estação. Coloquei meu chip no celular do Rica e como eu não tinha o número dele gravado só esperei que ele se manifestasse... hehehe. No final conseguimos nos achar.
Foram 4 horas de viagem, e quando menos esperávamos lá estava o Allianz Arena! Meu coração disparou e só pensei: Jetzt geht's los! Hehehe...
O cara nos deixou na estação de trem de München, deixamos as coisas no hostel e corremos pro Theresienwiesn. O engraçado é que nem precisamos de mapa, foi só seguir o fluxo! hehehe...

Não preciso nem falar que quase tive um treco quando vi a placa "OKTOBERFEST", né? Não sabia pra onde olhava, onde ia, o que deveria fazer primeiro... nostalgia!
Tiramos algumas fotos, depois entramos em alguns pavilhões, mas estava tão cheio que não conseguíamos achar nenhum lugar pra sentar. A fome já estava apertando e decidimos sentar no Biergarten da Löwebräu pra comermos alguma coisa. O cardápio era uma perdição. O prato típico da Oktoberfest é o Hendl, frango assado, aquele de televisão de cachorro mesmo. Mas eu estava com vontade de comer Käsespätzle, só que a mulher trouxe chucrute, mostarda e salsicha!.. Tudo bem, eu estava com fome e comi aquilo mesmo! Hehehe...

Depois do almoço, decidimos que teríamos que entrar logo na fila de algum pavilhão, senão passariamos a noite fora. Optamos pela Bräurosl, já que aquele meu amigo Opa que conheci na nossa última ida a München me disse que estaria por lá. Espera, empurra-empurra, vontade de ir no banheiro, conversas com os vizinhos de fila, e 3 horas depois estávamos lá dentro! Ufa! Eu estava tão empolgada que esqueci completamente de ir atrás do Opa! Hahaha... Mas depois fiquei sabendo que ele não estava lá naquele dia mesmo.
Enfim, foi muito legal! Eu e o Rica dançamos um monte, enquanto aquela "alemoada" só ficava sentada olhando.
A única coisa chata é que a venda de cerveja acaba às 22:30, aí os seguranças já começam a cercar, as luzes acendem e até no máximo meia noite o pavilhão está vazio.

No sábado (26.09) acordamos às 6:30 da manhã, tomamos banho e fomos pra lá entrar na fila da Hacker Festzelt. Um aperto do inferno e a única coisa que eu pensava era em entrar logo no pavilhão antes que eu desmaiasse. O problema foi que chegamos lá já era quase 8:30 da manhã e não deu outra, por pouco não conseguimos entrar no pavilhão! Tínhamos duas opções, procurar outra tenda (mas àquela hora já estariam todas lotadas) ou ficar na fila e esperar as 5-6 horas que os seguranças estavam anunciando pra entrar no pavilhão. Vocês podem estar achando loucura, mas ficamos com a segunda opção. Pra nossa sorte, logo que o aglomero diminuiu encontramos mais dois brasileiros, o Guilherme e o Marco. Cada um contava uma história mais engraçada que a outra, piadas (vaaai tartaruguinha! hehehe...), experiências (ahh, as cariocas, né Marco! hahaha...) ... e a partir da 2º hora de espera, estávamos num estado em que ríamos de qualquer coisa que acontecesse, de qualquer história ou piada sem graça,...
Ficamos sem comer, sem tomar, sem ir ao banheiro, sem dançar, sem notícias de quando a maldita porta iria abrir por quase 8 horas! Eu acho que só consegui ficar lá esse tempo todo porque não estava sozinha e dei boas risadas, mas confesso que quase desisti 10 minutos antes de liberarem a nossa entrada. Entramos no pavilhão às 16hrs da tarde e a primeira coisa que fiz foi comer um Käsebretzel e tomar água! Lugar em mesa? Já tinha desistido disso há muito tempo.. o jeito era aguentar os meus pés pedindo socorro dentro dos meus sapatos! hehehe... Já lá dentro encontramos vários outros brasileiros.. eles iam e vinham, mas o Bruno, um vizinho joinvillense, se juntou ao quarteto sobrevivente! (Ahh, quando eu chegar no Brasil a primeira coisa que vou fazer é me candidatar pro "NoLimite"! Hehe)

Foi sofrido mas valeu cada segundo que fiquei naquela maldita fila. A energia da Hacker (Der Himmel ist der Bayern!) é demais! As músicas, as pessoas usando traje, até os garçons apitando no nosso ouvido querendo passar não estavam me incomodando! Tirando os brasileiros que eram reconhecidos de longe, quase não vi estrangeiros por lá, o que faz da festa na Hacker ser mais tradicional do que nos outros pavilhões.

Depois de 18 hrs em pé, meu corpo já não aguentava mais e "larguei os bets". Voltei pro hostel, tomei um banho e caí na cama até às 9hrs do outro dia!...


Por sinal, o outro dia (27.09) era o meu dia! Nunca achei que fosse ficar feliz de fazer aniversário num domingo, mas foi a melhor coisa, se tratando de Oktoberfest. Chegando lá, falei pro Rica que eu até topava ir num brinquedo, pra comemorar né... aí ele escolheu e eu amarelei! Sério, rodar a 55m de altura com apenas umas correntes me segurando não era o que eu estava planejando pro meu 24º aniversário. Deixei ele ir sozinho enquanto fui passear e tirar umas fotos. Eu havia visto na internet que haveria uma banda com 300 componentes (músicos que tocam nos pavilhões) tocando no segundo domingo de festa. Quando estava vagando por entre os brinquedos, vi um telão onde estavam passando a apresentação da tal banda. Peguei o Rica no portão de saída do briquedo e fomos procurar a tal banda. No final da rua das cervejarias tem uma estátua da Bavária, a protetora da Baviera e era lá que a banda estava tocando. Praticamente o público todo era alemão, já que esse é o tipo de coisa que interessa a poucos estrangeiros. O céu estava azul, os "Alpen Horn" tocando em uníssono, a Bavária como cenário,... e o melhor, tudo isso acontecendo no meu aniversário! Quem me conhece sabe como eu me senti... foi emocionante!

Mesmo antes da apresentação acabar, já fomos indo mais pra trás do tumulto porque sabíamos exatamente pra onde todo aquele povo estaria indo no final... almoçar! Nós entramos no pavilhão Winzerer Fähndl - Paulaner, porque eu não poderia comemorar tomando outra coisa =D
Levamos muita sorte por achar dois lugares livres numa mesa onde estávam uns bávaros bem gente boa, dois homens e duas mulheres, e uma delas também estava de aniversário naquele dia!
Aproveitamos o clima meio "familiar" e nos lambuzamos comendo Hendl e tomando a melhor cerveja do mundo! E de sobremesa... Apfelstrudel! Perfeito!..


Conversei bastante com o pessoal da nossa mesa, mas eles não ficaram muito tempo por lá. Qualdo eles mal tinham se levantado os italianos já invadiram o lugar. As amigas do Rica de Frankfurt foram nos encontrar. Logo depois sentou uma mulher bem divertida do meu lado, eu fui dançar com o Rica e quando voltamos não demorou muito pra que todo mundo estivesse em cima dos bancos! Aquela energia não existe em nenhum outro lugar no mundo... os alemães são sim fechados ( ... e eu tirei a prova disso naquele dia), mas também sabem fazer festa, do jeito deles mas fazem. Na Oktoberfest não tem pista de dança. O pavilhão é enorme, 6-7 mil pessoas, mas só tem mesas e bancos. Quer dançar? Sobe em cima do banco ou se manda pro corredor e "despenteia"! Hehehe...


Só estava faltando uma coisa pro meu aniversário ficar completo. Há quase 5 meses atrás, quando meu pai estava me visitando, conheci a Ane e a Rúbia em Trier. A Ane mora na Bélgica e continuamos a nos falar durante esses meses. Achei que fosse conseguir encontrar ela em alguma ida minha à Bruxelas mas nunca deu certo. Só que como ela é apaixonada por cerveja, não teve dúvida quando convidei ela pra ir pra München comigo e comemorar meu aniversário na Oktoberfest! Quando ela chegou na festa, não estávamos nos achando, mas foi então que o "anjo Ricardo" apareceu e achou ela pra mim! Hehe. Daí foi só alegria!... Pulamos, dançamos, brindamos, aproveitamos cada segundo de cada música! Obrigada pela companhia Ane!
Mas antes que a festa acabasse, fomos dar uma volta nos pavilhões. O Hofbräu Festzelt estava lotado e um tio bigodudo me levantou pra eu tirar uma foto de lá! Hehehe...


De lá seguimos pra Armbrustschützenzelt, e como a festa já estava acabando mesmo, resolvemos ficar por lá. O final da festa por lá estava meio feio e a maioria do pessoal que estava lá era americano! ... Tá certo que eles não são nenhum pouco interessados no que está a mais de 5cm longe do umbigo deles mas enfim, eles também são filhos de Deus né. E simpáticos eles são... foi só encontrar um que esse já foi apresentando o outro, e depois o outro ... e em menos de 10 minutos ja conhecia todo mundo! E quando contei que naquele dia eu estava de aniversário então, vixxx! Hehehe... Até rodada de tiro na barraquinha eu ganhei! De 12, acertei 4! Mas vamos combinar que naquela altura do campeonato eu já não estava podendo muito mais que isso!.. hehehe.
E pra fechar com chave de ouro, paramos num boteco e ainda tomei uma Weißbier do tipo! Depois dessa meu inglês estava tinindo! huahuahua...

Mas como o que é bom dura pouco, tive que me contentar em voltar pro hostel (...já tinha mais 3 brasileiros acampados no nosso quarto... eu digo que é que nem praga mesmo, hehehe...) e descansar pra no outro dia pegar mil e um trens até chegar em casa...
É, a realidade é dura! Hehehe...

Esse foi o melhor aniversário de todos os tempos! Os são-bentenses que me desculpem mas a Oktoberfest de München dá de dez a zero na Schlachtfest ou em qualquer festa alemã no Brasil. O pior é esperar até ano que vem...

Que venha 2010! Que venha meu 25º aniversário!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Noruega - Oslo

Dia 7 - 23.08

Estava preocupada porque teria que acordar cedo, arrumar minhas coisas e sair pra aproveitar a cidade e não queria acordar as outras pessoas que estavam no quarto. Mas não é que elas resolveram o meu problema?! 8 camas, 7 italianos e 1 brasileira... quem acordou quem às 6:45 da manhã? Acertou quem disse "italianos"!
Eu até que não fiquei brava porque assim tive tempo de tomar banho e organizar minhas coisas com calma.
Comprei o OsloPass (220NOK/24horas) e achei que valeu a pena. Ele dá passe livre pra todos os museus e transporte público da cidade. Claro que visitei pouco do que a cidade oferece, mas consegui fazer mais do que imaginei que faria.

Oslo, com 550 mil habitantes, é a maior cidade e também a capital da Noruega.

Comecei meu dia às 8:00, caminhando pelo Akershus Slott, uma fortaçeza de mais de 700 anos de onde se tem uma bela vista pro Oslofjord.
Desci até a Prefeitura e então fui de barco até Bygdøy (traduzindo, "ilha inabitada"). Bygdoy era uma ilha até por volta de 1800 quando, por causa do aumento do nível das águas do mar e do açoreamento, ela foi ligada ao continente. É lá que ficam os museus sobre a história cultural da Noruega e era lá o local onde os reis dano-noruegueses faziam suas caçadas.
Visitei o Vikingskipshuset onde estão expostos 3 barcos vikings (Oseberg, Gokstad e Tune) que foram encontrados enterrados na região de Oslo. Eles datam em 900d.C. E dois deles estão praticamente intactos! Além dos barcos, também há um exposição de ferramentas, utensílios e até roupas utilizadas pelos viking!

A apenas alguns minutos do Vikingskipshuset, está o Norsk Folksmuseum , um museu a céu aberto que mostra a cultura de várias regiões da Noruega através de sua arquitetura, trajes, comida e costumes. Muito interessante. Lá provei o "lefse", um pão parecido com o pão sírio assado na da pedra. Uma delícia!


Uma parte do museu é dedicada a Oslo, e foi lá que visitei o Museu da Farmácia! Era um dia especial pois haviam farmacêuticas aposentadas fazendo apresentações e explicando sobre os objetos expostos. Conversei com duas delas e uma elas ficou tida feliz com a minha visita. Me deu uma aula de como dar valor a nossa profissão e me fez assinar o livro de visitas, hehehe.

Voltei pro centro de Oslo e, no barco, pedi pra uma mulher tirar uma foto minha. Começamos a convesar e descobri que ela é austríaca (de um lugar colado em Kitzbühel) e que estuda arqueologia em Frankfurt! No final das contas trocamos telefone e combinamos de nos encontrar por lá.

A próxima parada foi o "Nobel Price Center". Num primeiro momento me decepcionei porque achei que iria visitar o lugar onde o prêmio é entregue. Depois fiquei bem feliz pois visitei uma exposição de fotos bem interessante. Também há uma linha do tempo com todos os "Nobel da Paz" já premiados, além de uma exposição especial para o último premiado, Martti Ahtisaari.


No centro, passei pelo Palácio Real e vi a troca de guarda, Teatro Nacional, Universidade, e Galeria Nacional de Arte, onde estão obras de grandes artistas noruegueses. Lá vi "O Grito" de Edvard Munch (1883), "Noite de Inverno nas Montanhas" de Harald Sohlberg (1914), Picasso, Rembrandt além várias obras de artistas de lá retratando a paisagem norueguesa.


O dia estava lindo e haviam me recomendando fortemente uma visita ao Vigelansparken. Assim nomeado em homenagem a Gustav Vigeland, que tem 212 esculturas expostas no parque. Os pontos altos de lá são a ponte e o monolito. Lindo demais aquele lugar. Foi uma pena que não pude ficar muito tempo por lá. Mal havia chegado ao monolito já tive que voltar pois ainda tinha mais um lugar pra visitar: o Munch Museum!



Edvard Munch (1863-1944), pintor norueguês precurssordo expressionismo, teve seu talento reconhecido quando expôs na Exibição de Outono em Oslo, aos 20 anos de idade. Ao falecer, em 1944, deixou em testamento todas as suas obras pra cidade de Oslo. Toda a obra está impregnada pelas suas obsessões: a morte, a solidão, a melancolia, o terror das forças da natureza. Vale a pena conhecer!
Saí de lá às 17:30, voltei pro centro, tirei algumas últimas fotos, passeio no hostel pegar minha mala, gastei meus últimos NOK e me mandei pra rodoviária pegar o ônibus pro aeroporto. Duas horas de viagem e lá estava eu.

Estava morrendo de medo que pesassem a minha mala, pois tinha certeza de que ela tinha mais de 10 quilos, hehehe! Graças a Deus correu tudo bem e passei ilesa pelo raio-x.

Quando comprei as passagens, o jeito mais barato de voltar pra casa era via Londres(STD). O único problema era o de que tería que dormir por lá já que o voo pra Frankfurt-Hahn sairia só na segunda de manhã. Chegando lá tratei de arranjar um lugar pra me aconchegar, mas não foi fácil não... aquele lugar e concorrido demais! hehehe. Não posso dier que foi confortável, mas consegui dormir duas horas. Depois achei uma cadeira livre e fui la sentar um pouco, mas acabei não dormindo mais, já que o cara do meu lado puxou papo e não se tocava que eu tava com sono :S
Logo que pude, fui pra sala de embarque, morrendo de medo daquele maldito raio-x. Passei novamente ilesa e lá fui eu esperar o embarque. A Ryanair se orgulha de poder dizer que 90% dos seus voos são pontuais, mas naquele dia o voo STD-HHN não fez parte dessa porcentagem. Quando finalmente estávamos embarcando, percebi que não estava com meu óculos de sol! É ele mesmo, o "divisor de águas"! Não havia mais tempo de voltar nos lugares por onde eu havia passado. Lembro que coloquei ele na bandeija quando passeio pelo raio-x mas não me lembro de ter pego ele de volta. Talvez tenha pego, mas deixando cair em algum lugar, sei lá. Ainda tinha esperança de achar ele perdido na minha mala (perdi a capinha dele na última viagem pra Áustria com os Ysen) e, depois de embarcar, remexi ela toda e nada dele!
Chegamos em Frankfurt Hahn com uma hora de atraso e claro que perdi o ônibus pra Hanau! Pensei, ótimo, assim tenho tempo de dar mais uma olhada na minha mala. Nada do óculos! Não consigo mais andar no sol sem óculos e logo que cheguei em Gelnhausen fui numa ótica comprar outro, o mais parecido possível com o "divisor de águas", hehehe.
Ponto final da viagem: Breitenborn, 15:00.
Depois de 25 dias longe de Breitenborn, cá estou eu de volta!
Que venha a próxima folga: München - Oktberfest, aí vou eu!

domingo, 23 de agosto de 2009

Noruega - Voss

Dia 6 - 22.08


Meu dia em Voss não foi muito movimentado.
Depois de ter tomado café no hostel (o primeiro hostel da semana onde tinha café da manhã!) fui pro centro de Voss até o ponto de informação turística pra ver se achava alguma coisa pra fazer por lá.

Caminhei por uma trilha por uns 30 minutos até a "Bordal Gorge", uma fenda numa montanha por onde um rio passa. Me senti na rota das cachoeiras de Corupá, hehehe.
Voltei pra Voss e visitei a igreja medieval datada em 1270.
Como não tinha mais nada que eu pudesse fazer por lá, fui até a estação de trem ver se conseguia trocar a minha passagem e ir mais cedo pra Oslo. O problema é que não tinha trem que fosse antes, ou seja, teria que esperar mesmo.
Andei ao longo do rio e escolhi um lugar pra passar alguma horas. O tempo não estava lá aquelas coisas, o que por um lado foi bom, já que não precisei ficar torrando no sol.
Aproveitei o tempo livre pra organizar o dia de amanhã em Oslo, tirar fotos e descansar de tanto andar, hehehe.
Passei no hostel pra pegar a minha mala e fui pra estação de trem. Quando embarquei o trem ainda não estava cheio mas quando passamos por Myrdal não restou um lugar! Nunca imaginei, mas havia MUITO japonês no trem! O que estava na minha frente tinha cabelo comprido e quando ele entrou no trem achei que fosse uma mulher, hehe. Ele tinha uma Nikon antigona mas acho que era só pra brincar porque depois tirou uma Canon da bolsa com uma "lentona" que não sei qual era, mas era grande! Eu que não ia ficar olhando né, hehehe.
Mas depois resolvi puxar papo e descobri sua coisas: 1. Ele não era japonês e sim coreano! 2. O cara é fotógrafo, mora em Milão e fotografa aquelas mulheres feias que moram lá! Fala sério né...
Depois, o japa (esse era japa mesmo, hehe) do meu lado começou de papo comigo.. E no final das contas o cara na frente do japa (americano) também puxou papo falando que já tinha ido pro Brasil, blá blá blá,...

Cheguei em Oslo às 22:30 da noite e claro que a bobona aqui se perdeu pra achar o hostel e quando me toquei de onde eu estava só me restou dar meia volta e fazer o caminho certo.
Foi relativamente fácil chegar no hostel.

Bom, o próximo post é sobre o meu último dia de viagem... Uma pena!

See ya!

sábado, 22 de agosto de 2009

Noruega - Flåm

Dia 5 - 21.08

A chuva caiu a noite toda e eu não estava esperando tempo bom pro meu segundo dia em Flåm. Mas o São Pedro teve dó de mim e me presenteou com uma bela manhã de sol.


Fui até o ponto de informação turística ver o que eu poderia fazer durante o dia. Resolvi caminhar até Otternes onde estão 27 casas do século XVI. O caminho ao longo do fjord me deu tempo pra aprecia-los com mais atenção.

Essas pequena vila fica a 300m da altitude de Flåm, de onde pode se ter uma bela vista do lugar. E o melhor, só eu estava lá e não precisei disputar lugar com mais nenhum turista:)
A caminhada ida e volta demorou umas duas horas e meia... Andando rápido e com boas paradas pra fotos, claro.



De volta a cidade, visitei o museu da ferrovia Flåm-Myrdal. Começou a ser construida em 1923 pra substutuir a estrada de 21 curvas por onde os cavalos em suas carroças faziam a ligação entre as duas cidades. Porém havia uma placa no começo da subida da serra que pedia piedade aos cavalos e dizia "Please, walk up the hill".

Na saída do museu aconteceu um fato engraçado. Eu estava usando uma camiseta do Brasil e um outro brasileiro (um dos poucos que encontrei na Noruega) chegou falando em inglês comigo certo de que eu era gringa! Hehehe. E o pior, depois de eu ter falado algumas palavras em português ele continuou achando que eu era qualquer coisa menos brasileira. Acho que o "leite quente" do sul é outra língua pro povo do sudeste pra cima. Hehehe...

Então fui pro meu espaço reservado na grama com vista para os fjords. Matei um tempo aqui, outro ali, mais outro acolá... Até que tive outra oportunidade de rir um pouco, hehehe. Estava obsevando um turista tirando foto de si mesmo no timer da câmera! Acho que ele foi e voltou umas 10x até consegui, quem sabe, a melhor foto. O mais engraçado eram as poses que ele fazia (mostro como era quando voltar pro Brasil)! Hahaha. Mas entendo ele... Viajar sozinho não é fácil e sei que muita gente dá risada quando tiro fotos de mim mesma, hehehe. Mas pelo menos tenho o controle que ajuda a dar uma disfarçada:)


Fui então pro hostel pegar a minha mala. Tinha resolvido pegar um trem antes pra Voss, mas a caminho do trem um homem veio me perguntar onde era o tal hostel, acabamos ficando de papo e pronto, perdi o trem! A parte legal dessa história é que ele era canadense e morava na Alemanha... but waaaay too old for me, hehehe.

Como ainda tinha uma hora até o outro trem chegar, dei uma olhada rápida nos meus emails e voltei pro meu canto lá na grama=)


Às 16:05 o trem Flåm(2m)-Myrdal(867m) partiu. São 865m de atitude, 20km, 20 túneis (que juntos somam 6km, foram contruídos a mão!), cachoeiras e paisagens incríveis. Dizem ser a mais bela das viagens de trem na Noruega. Fizemos 2 paradas. A primeira em Berekvam (metade do caminho) quando esperamos o trem Myrdal-Flåm passar, e a segunda na Cachoeira Kjosfossen, onde pudemos desenbarcar. De repente começa a tocar uma música na cachoeira e uma mulher com um vestido medição sai "cantando" de trás de umas ruínas. Sério, não entendi o que era pra ser aquilo, só sei que a japonesada ficou doida! Hehehe...


Logo que chegamos em Mydral (867m)tratei de embarcar no outro trem, que iria pra Voss. Não sei porque mas achei o trecho Myrdal-Voss mais interessante do que Flåm-Myrdal. A paisagem mudou um pouco... mais verde, sei lá. Acho que tinha cara de Canadá:)

Voss (57m), ficou isolada de ferrovia ate 1883 e hoje é um doa principais resorts de esportes de inverno do oeste da Noruega.
Cheguei em Voss às 18:15, caminhei por 10 min. e cheguei no hostel. Não é tão novo quanto o de Flåm mas também não é ruim não. No meu quarto tinha uma argentina, uma australiana e uma chinesa-americana e ficamos conversando um pouco.

No terraço do hostel, fiquei só observando as pessoas e depois sai pra tirar umas fotos.. Foi por pouco que não tomei um banho de chuva!

Bom, agora só meu restam 2 dias de férias! Não quero voltar pra casa:(

Veremos se eu voltarei! Hehehe...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Noruega - Flåm

Dia 4 - 20.08

Meu dia começou cedo.
Peguei o primeiro trem (165NOK) pra Voss, às 8:00. A viagem dura pouco mais de uma hora, mas vale cada NOK investido. Lindo demais!

Comprei um pacote pela internet chamado "Norway in a Nutshell". Segundo a propaganda, uma viagem pelo mais bonito cenário dos Fjords noruegueses. A viagem inclui passeio de barco, ônibus e trem por uma das mais belas paisagens da Noruega.

Às 10hrs saiu o ônibus que iria até Gudvanger. O trajeto de uma hora deixa qualquer um de boca aberta, principalmente quando o ônibus desce uma serra com tantas curvas que é até difícil de entender como ele passa por elas.

Chegando em Gudvanger ainda tinha alguns minutos antes de embarcar no ferry e me deliciei tirando fotos daquele lugar maravilhoso.

A viagem entre Gudvanger e Flåm (Sognefjord) é simplesmente espetacular! Tem início no Nærøyfjord, o mais estreito e conhecido dos braços do Sognefjord, o qual é rodeado por montanhas de até 1660m de altura!

O Sognefjord, também chamado de "Rei de todos os Fjords", é um dos mais longos (200km) e profundos (até 1300m) fjords do mundo! Me sentia um grão de areia no meio daquela imensidão. A cada curva, uma nova paisagem de cair o queixo. O vento era tão forte que quase não conseguia ficar em pé! Isso me fez lembrar de como somos frágeis perante a natureza... saiba o limite entre a diversão e o perigo.
As gaivotas apareceram quando chegamos em Aurland. A "japonesada" começou a jogar comida pro alto e não é que elas pegavam no ar?! Algumas até se arriscavam a comer da mão deles! Além de gaivotas, também vimos pequenos carneiros (ou algum animal parecido) pastando em pedaços minúsculos de grama nos pés dos fjordes.

Mais uns 20 minutos e chegamos em Flåm. Me hospedei no "Flåm Camping", mas eles também são Hostel, e muito bom por sinal (250NOK, quarto quádruplo, com banheiro). Mas confesso que ver todas aquelas barracas e Trailers me deixou com muita vontade de acampar, hehehe.

Flåm é uma vila de 400 habitantes que pertence a Aurland. Aí vocês se pergutam: o que a Nina foi fazer lá mesmo? Esqueci de contar que essa viagem não seria nenhum pouco "festerê"... Hehehe. Nessa região há muita trilhas pra caminhada, mas a atração principal é a ferrovia entre Flåm e Mydral, que atrai mais de 300 mil turistas por ano! Só que como esse é o assunto de amanhã, vou deixar os detalhes pro próximo post.

A primeira trilha que fiz foi até a cidade velha. Lá fica a pequena igreja da cidade construida em 1668. Na parte baixa do vale de Flåm crescem muitas árvores frutíferas, fato incomum pra essa latitude. O fator decisivo pra isso acontecer é a corrente marítima que adentra os fjords do oeste da Noruega trazendo consigo águas menos frias.


Apesar do sol estar meio tímido atrás das nuvens, a temperarura estava ótima (23-25•C) e a paisagem era maravilhosa (acho que vou ser meio repetitiva, hehe).
Subi até a igrejinha que era a coisa mais fofa do mundo. Sei que não dá pra comparar, mas ir caminho me lembrou muito os meus passeios a Rio Natal... Pelo menor no verão né, hehe. Acho que no inverno a coisa fica um pouco diferente.

A caminhada levou uma hora e meia (ida e volta) e na volta fui conhecer o porto de Flåm. Tinha um super navio atracado lá (Costa Luminosa) e quando cheguei o pessoal estava embarcando. Me sentei na grama na beira do Fjord e fiquei admirando aquela imensidão. Pouco tempo depois o navio partiu deixando o visual ainda mais especial.

E amanhã, a famosa Flåm Railway!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Noruega - Bergen (parte 2)

Dia 3 - 19.08

Ahh como é bom descansar! Dormi até às 9 hrs mas ainda não estava 100%.

A primeira coisa que eu fiz foi ir no correio ver se eles trocavam dinheiro. O preço era o oficial (hoje, 1 euro=8.47 NOK) mas eles cobravam uma taxa de 75NOK. Resolvi trocar ali mesmo por 2 motivos: 1. achei um absurdo o INFO cobrar tão caro; 2. já aproveitei pra trocar mais dinheiro porque não sei como é que vai ser em Flåm.

Agora com dinheiro no bolso, poderia aproveitar a cidade:)
Visitei a Domkirke e depois segui pro Bergen Museum, o qual é dividido em dois prédios: Museu da História Natural e Museu da História Cultural (40NOK pros dois museus).

Os dois eram legais, mas depois de ter visitado o Museu da História Natural em Viena, o de Bergen fixou no chinelo. O legal de lá é a parte dos animais marinhos. Tem esqueletos de baleia e réplicas de seus órgãos em tamanho real!
O Museu da História Cultural tem uma sessão sobre os Vikings e outra só sobre Bergen.


O plano pra tarde era visitar a casa de verão do Ole Bull (1810-1880), um violinista e compositor famoso da Noruega. Depois de alguns contratempos pra achar o ponto de ônibus, embarquei (24NOK) e 50 min. depois cheguei no ferry (50NOK, ida e volta) que me levaria até Lysøen, a ilha onde fica a casa em que viveu seus últimos verões.

Quando Bull decidiu fazer essa casa, ele sabia exatamente como ele a queria. Inspirada em diversos estilos, foi construida em pinus norueguês, tem uma torre com domo em estilo russo ortodoxo, arquitetura espanhola e estrelas de Davi enfeitam o salão de concertos, e arquitetura árabe no exterior da casa.

Sua música foi muito apreciada durante toda sua vida. Viajou pelo mundo e chegava a dar mais de 200 concertos por ano! O que fica ainda mais incrível quando pensamos nos meios de transporte da época. Ele poderia comprar uma ilha com uma casa como aquela com o dinheiro que recebia por um concerto!
Um dia decidiu que queria ter o piano perfeito. Planejou tudo minuciosamente. O piano foi feito, porém desafinava facilmente, o que o tornava imperfeito. Acabou virando uma escrivaninha! Hehe...

Ele também constriu seu próprio violino e seu quarto era do lado do salão de concertos, onde passava a maior parte do tempo. Ahh, ele tinha quase 1,90m de altura e poderia ter problemas pra dormir em uma cama tão pequena se seu médico não tivesse lhe dito que dormir sentado era saudável!.. Cada louco com a sua mania né....

A ilha é cheia de trilhas a serem exploradas. São aproximadamente 13km de trilhas que eram oferecidas aos seus hóspedes para que eles apreciacem a paisagem da ilha. Infelizmente não tive tempo de passear por lá porque o último ferry voltava às 16:30 e eu não estava querendo passar a noite por lá e nem voltar nadando.. Hehehe.


Cheguei em Bergen às 17:45 e fiquei vagando pelo mercado de peixe e por Bryggen. Sentei por lá e percebi que havia muita gente andando na mesma direção. Me dei conta de que teria show do Coldplay em Bergen e aquele povo todo só poderia estar indo pra lá. Eu, como nem sou fã deles e não estava me dando o luxo de ir em show (ainda mais na Noruega!), tratei de andar na direção contraria=P

Fui atrás de alguma coisa pra comer e decidi pelo básico, "Fish and chips" norueguês. Era um prato enorme e voltei pro hostel "rolando"... :S

Arrumei minhas coisas e "brique" (cama)!

Next stop, Flåm!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Noruega - Bergen

Saí de Oslo às 22:30 e logo tratei de me aconchegar e dormir. O ônibus (Nor-way) estava vazio, então foi tranqüilo.

Às 5:00 tive que mudar de ônibus porque o ônibus onde eu estava iria para outra cidade. Daí em diante não dormi mais. O dia começou a amanhecer e eu fiquei cada vez mais entusiamada! O ônibus passou por Odda e viajamos por todo o Sørfjorden até Utne, onde atravessamos o Fjord de ferry até Kvanndal. Então o sol nasceu e foi a vez do Hardangerfjorden dar o seu show! Fomos até Øystese e então seguimos até a auto-estrada que vai a Bergen.


Esse trajeto que a Nor-way faz é uma rota turística, que só fui descobrir quando atravessamos de ferry e peguei um folder que falava sobre o lugar. Apesar de ser uma viagem mais longa do que de trem, não meu arrependo nenhum pouco de ter viajado de ônibus. O visual e as paradas pra pegar passageiros (no meu caso, tirar fotos.. hehe) compensaram!
Ainda não sei como é por trajeto de trem... essa vai ser a volta. Depois eu conto o que vale mais a pena:)

Com relação aos preços, se for comprado com antecedência, pode se conseguir esse trecho de trem por até 299kr (35 euros). Já de ônibus pode-se comprar a passagem diretamente com o motorista e se o ônibus tiver lotado, outro é providenciado. Paguei 670kr (78 euros) pela ida, uma diferença considerável. Mas ainda melhor do que as 760kr+400kr pela cama no trem:S O problema é que o site da companhia de trem daqui não está fazendo vendas online, o que dificulta a compra antecipada quando não se está na Noruega.

Enfim, finalmente cheguei em Bergen às 9:00. Fui pro hostel mas não pude fazer o check-in. Então fui procurar uma coisa pra comer e fui até o ponto de informações turísticas ver se conseguia programar meu dia. Lá eu peguei um livrinho bem bom das atrações, com todos os horários e preços.

De lá segui pra Bryggen, região de antigas casas comercias e cartão postal da cidade. Hoje em dia o local é ponto de encontro de artistas e foi incluído na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.



Ao lado de Bryggen fica o Castelo de Bergen, onde só se visita a torre. Meu sentei do lado de fora do Castelo, pra pensar se realmente valia a pena xonhecer o lugar. Resolvi perguntar pro cara que estava do meu lado e ele meu convenceu de não ir.. essas atrações são praticamente iguais na Europa. Depois ainda fiquei de papo com o cara, um tio italiano que tinha vindo da Sicília de moto!

Já que tinha desanimado de conhecer o tal castelo, fui até a Mariakirke (porque igreja é diferente né, hehe), a igreja mais antiga de Bergen. Ela data do século XI, quando Bergen conquistou o status de cidade.

No dentro da cidade, fica o Mercado do Peixe, mas que de peixe tem pouco, hehehe. Souveniers e comida são o ponto forte do lugar. Dentre as "lembrancinhas" pode se comprar de bandeirinha da Noruega à pele e chifre de animais. Em uma barraca eu vi até uma foca empalhada! Absurdo né...

Eu havia planejado visitar um museu local mas acabei desistindo no meu do caminho. Ouvi uma música legal, meio blues, meio jazz, fui mais perto e fiquei por lá mesmo. Uma mulher tocando baixo, um homem no violão, gaita de boca, percurssão, e os dois cantando! Sério, até queria comprar o CD mas quando fui trocar o dinheiro no ponto de informação turística fiquei assustada com o preço que eles estavam pagando nos meus eurinhos e caí fora de lá! Em Oslo consegui 1 euro=8,55 NOK, aqui eles estão meu dando 7,6NOK! Nem a pau Juvenal! Esse lugar já é caro, se eu não controlar vão todas as economias e mais um monte!
Só que não sei como vou resolver esse problema já que nenhum banco troca dinheiro aqui... Perguntei no mercado e eles me falaram que quem sabe consigo trocar no correio. Veremos amanhã!

Mas continuando, não comprei o CD mas fui até o tal museu só ver onde ele era pra não perder tempo amanhã. Acabei dando de cara com a Johanneskirke. Linda, com o interior todo em madeira, bem diferente das igrejas da Europa central. Havia um órgão enorme lá, mas o silêncio que reinava lá dentro era incrível. E o melhor, não cobram ingresso! Hehe..

Fui pro hostel fazer o check-in mas já não fui com a cara deles. O quarto não é lá aquelas coisas também, só que por 24 euros/noite na Noruega tá ótimo! O que importa é que a roupa de cama tá limpinha, passadinha e cheirosinha:) O ponto fraco é que tem 12 pessoas no quarto :S

Pra fechar o dia, peguei o funicular e subi a Fløyen, uma das montanhas que cercam Bergen. Poderia ter ido a pé mas como ainda estou cansada da temporada na Bélgica e das últimas 2 noites mal dormidas, resolvi me poupar.

A vista é maravilhosa lá de cima! Me muito a vista da Grouse Mountain em Vancouver. Fui caminha pelar trilhas e depois vi o pôr-do-sol lá de cima. Lindão!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Faltam 78 dias pra Oktoberfest!

Gente!.. Nem acredito no que vou postar nesse momento..
É isso mesmo, agora está confirmado, eu VOU pra Oktober e não vou precisar dormir no Bahnhof! hauhauhau =D
Quando ainda estávamos em München, fizemos uma pesquisa com os hostels perto do Bahnhof pra ver as possibilidades e preços ra época da Oktober. Mas dois problemas surgiram:
1. Os preços simplesmente estariam o DOBRO do preço que pagamos por aquele final de semana;
2. Não tinha mais nada vago!

Quando voltei de München comecei a mandar emails pra todos os hostels e pequenos hotéis de München a procura de 2 camas vagas (Rica e eu). Recebi algumas respostas positivas e então hoje confirmei a reserva num quarto com 8 camas! É, eu sei... vai ser COM EMOÇÃO mesmo, hehehe. Mas não dá nada, contato que os coleguinhas de quarto não sejam americanos malas =D E o melhor, tudo por 36 euros/noite! Muito melhor do que os 50-70 euros que estavam me pedindo nos outros lugares.

Hoje recebi uma carta daquele Opa Bayer que conheci lá no Hofbräuhaus! Fiquei toda boba porque já tava achando que ele tinha esquecido de mim. Eu também tinha anotado o endereço dele, só não num papel e sim no bloco de notas de iTouch. Quem já mexeu num iTouch/iPhone sabe que já não é fácil escrever naquele teclado quando se está sóbrio, quem dirá depois de uma noitada no HB! Ou seja, o que era pra ser Fürstenbergstraße virou Furarwbergstraße! Hahaha... acho que agora vocês entendem porque eu fiquei tão feliz quando recebi a carta dele... a minha carta NUNCA chegaria até ele! hauhauhau...
É isso aí pessoal, só mais 78 dias! E a melhor festa de aniversário EVER começa! Yuupiiiiiiiiii =D
Mas como ate ainda tem o verão todo pra acontecer, vou mudar de assunto, ou pelo menos tentar! heuheuehue...
Como já contei aqui, posso dizer que o domingo passado foi um dia em família. Fui pra Frankfurt, me encontrei com o Rica e fomos pro aeroporto buscar os pais dele que estavam vindo passar 3 semanas na Europa. O voo deles chegou 50 minutos adiantado (vá entender né!). Vimos isso através do site do aeroporto e foi o tempo de nós chegarmos, esperarmos alguns minutos e eles já estávam saindo de mala e cúia de lá de dentro!
Emoção, emoção,... eee laiaaa. Eles vieram com a TAM e tinha muuito brasileiro esperando brasileiro lá por perto, um calor estilo verão brasileiro, e as saudades de casa vieram me cutucar!

Fomos até no apartamento do Rica. Depois demos uma volta por Frankfurt, tomamos um Bier e eles fizeram o super favor de me trazer até em casa! Foi bem legal porque eles acabaram conhecendo os Ysenburg também. Mostrei meu quarto e tiramos fotos na casa dos príncipes! huehuehue...

Essa semana foi a útima semana de aula de alemão antes das férias de verão!
Hoje assistimos um filme (Sonnenallee) e também teve comes e bebes! Claro que eu comi bagarái né... se fosse diferente não seria eu! Hahaha... mas prometo que vou me controlar nos próximos dias.

Não prometo ir caminhar porque o tempo aqui tá uma cáca. Mas antes assim do que aquele grude da semana passada! A previsão do tempo pro resto da semana é sol entre nuvens e temperaturas amenas.
Que assim seja!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

In München steht ein Hofbräuhaus, ein zwo, zufer!

Nossa.. como eu esperei por essa viagem!

Depois de 11 dias de trabalho ininterruptos, tive 2 dias de folga! Pois é.. eu sei que não e muito, mas já dá pra fazer alguma coisa... ainda mais com a "oncinha européia" extra que o Max me deu!.. heheh!
A Sophie chegou sexta no final da tarde em Breitenborn. Eu fiz a janta pra eles e me mandei pegar o último ônibus que saia de Breitenborn naquele dia (26.06.09). Fui pra Frankfurt e dormi lá no Rica pra que pudéssemos sair cedo pra München.
Saímos de Frankfurt no sábado (27.06.09) às 7:30 rumo à melhor cidade do mundo, hehehe...! Compramos o Wochenende-ticket e com ele só poderíamos andar com trens mais lentos. Fizemos 2 conexões, em Würzburg e Nürnberg, e chegamos em München às 13:00. É uma viagem longa, mas não muito mais longa do que de ICE (+-4 horas) não.
Ficamos do Euro Youth Hostel, o qual era muuito melhor do que aquele de Amsterdam. Na verdade, acho que foi um dos melhores em que eu já fiquei. Mas como não fomos pra München pra ficar o dia tudo no hostel, fomos explorar! hehehe.


Virtualenmarkt, Frauenkirche, Marienplatz, Asamkirche, Hofgarten,.. a maioria eu já havia visitado, mas München nunca é demais né! Confesso que fizemos essa parte relativamente rápido, já que um dos objetivos da viagem era o Hobräuhaus... e à noite foi a vez dele!
Voltamos pro hostel pra tomar um banho e não é que conhecemos uma menina da Estônia! Aí você se pergunta: onde é que fica a Estônia mesmo? É aquele país báltico vizinho da Russia, lembrou? Ela foi muito simpática, mal entramos no quarto ela já começou a conversar e resolvemos convidar ela pra ir no Hofbräuhaus conosco.

Quando chegamos, não estávamos conseguindo achar lugar pra sentar! Nos juntamos a 4 meninos ingleses numa mesa atrás da "pandinia" e foi lá que fizemos a festa! hehehe...

Aquele lugar é muito legal! A cerveja é muito boa! A música anima todo mundo e fui várias vezes pedir música pra "pandinia", hehe. Do lado da nossa mesa tinha um Opa Bayer beeem Bayer mesmo que, depois de um caneco daquele, virou meu amigo de infância! Huehuehue. Papo vai, papo vem, mostrei umas fotos da Schlake pra ele e ele ficou de boa aberta. Trocamos endereços e segundo ele ele vai me escrever essa semana... mal sehen! Figuraça o cara! Hahaha...


Fazia tempo que não me divertia tanto quanto me diverti nesse sábado. Sim, posso dizer que já fechei o Hofbräuhaus pelo menos um dia na minha vida! Hehehe... que venham os próximos! Que venha a Oktoberfest! =D

No domingo (28.06.09) dormimos o máximo que pudemos antes de fazer o check-out, tomamos café e fomos visitar o Allianz Arena! Gente, aquilo é enorme, lindo, super bem feito, e nem eu que sou "A" fã de futebol fiquei com vontade de ir assistir um jogo lá!



De lá fomos pro Olympiapark.. adoro esse lugar mas estava acontecendo o Sommerfest, ou alguma coisa assim, e quase não dava pra andar. Visitamos a BMW que fica lá do lado também, mas como não tínhamos mais muito tempo, resolvemos voltar pro centro, pegar as malas no hostel e ir pra estação. A volta foi tranquila Saímos às 17:10, mais duas paradas e às 22:30 estávamos em Frankfurt.

O final de semana foi um pouco cansativo mas valeu muito a pena!

München é tudo de bom mesmo... quem me dera poder morar lá depois de meu ano aqui com os Ysenburg.

Voltei hoje de manhã de Frankfurt meio desanimada, são mais 4 meses em Breitenborn. Mas isso sempre acontece depois que volto de viagem e demora uns 2 dias até eu voltar a me conformar, hehehe.

O que me deixa feliz é que nos próximos meses vou realizar meus principais objetivos na Europa: Noruega, Oktoberfest e (se Deus quiser) TestDaf! =D

Uma boa semana pra vocês!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Amsterdã

É isso aí, é assim que se escreve Amsterdam em português! No meu guia eles ainda escrevem "Amsterdão", mas eu acho muito feio!..

Então, aí vai uma introdução:
Os Países Baixos são também — comumente, mas incorrectamente — denominados Holanda, que na verdade são duas de suas doze províncias, a Holanda do Norte e a Holanda do Sul. A forma plural os 'Países Baixos' em português é reminiscente dos tempos de quando o país ainda não era independente ou unido.
Em neerlandês (idioma também erroneamente denominado "holandês") o nome do reino europeu é Nederland, composto dos termos neder ("baixo") e land ("terra", "país") e cuja tradução literal seria País Baixo ou Neerlândia. A denominação é evidente, pois "Países Baixos" remete à situação topográfica da zona em que se encontra, formada por pântanos e planícies em sua maioria a poucos metros abaixo do nível do mar.
Amsterdã é a capital, e a maior cidade dos Países Baixos. Seu nome é derivado de uma represa (dam) no rio Amstel, o rio onde fica a cidade. A cidade é conhecida por seu porto histórico, seus museus de fama internacional, sua zona de meretrício (Red Light District), seus coffeeshops liberais, e seus inúmeros canais que levaram Amsterdã a ser chamada a "Veneza do Norte".
Alguns números:
Habitantes: 738,000, Bicicletas: 600,000, Canais: 165, Pontes: 1,281, Edifícios do século 16, 17 e 18: 6,800, Museus: 51.

Amsterdã, lar do "Ronda Noturna" de Rembrandt e do "Girassóis" de Van Gogh, possui mais museus por metro quadrado do que qualquer outro país do mundo! O Rijksmuseum é um lugar que não pode deixar de ser visitado, exibe a mais fina porcelana azul de Delft, acervo de prata, ícones da história holandesa e claro, as obras dos grande mestres da pintura do século 17, Frans Hals, Jan Steen, Vermeer e Rembrandt. O Museu de Van Gogh, tem a maior coleção de obras de Vincent Van Gogh. Outro museu clássico é o Museu da Casa de Rembrandt, que data desde 1606 e na qual Rembrandt viveu entre 1639 e 1658. A atração principal da Holanda é a Casa de Anne Frank. Localizada no centro de Amsterdã, onde se encontra o esconderijo no qual Anne Frank escreveu seu famoso diário durante a Segunda Guerra Mundial.
Saímos (o Rica e eu) de Frankfurt no dia 11.06.09. Na ida tivemos direito a uma parada de 40minutos em Köln e quando estávamos chegando, combinamos que se a catedral não ficasse muito longe, iríamos visitá-la. Pra nossa surpresa, a estação de trem de Köln fica literalmente do lado da catedral e não tivemos dúvidas de ir até lá! Mas começou a chover forte e resolvemos deixar as fotos externas pra mais tarde e entramos na catedral. Adivinhem o que tinha lá?? Missa, claro! Primeiro fiquei P* da vida porque não poderíamos conhecer a catadral direito, mas depois até gostei... nem tinha percebido, mas aquela era a missa de Corpus Christi. A catedral é enorme! Linda! Mas não nos demoramos muito não já que o tempo estava curto. Fomos pra fora e tiramos umas fotos na chuva mesmo, hehehe.
Pegamos o trem até Amsterdã e chegamos lá às 13:30. Fomos pro Hostel (que susto de hostel! Hehehe..), largamos as coisas lá e fomos comer já que a unica coisa que havíamos comido era um bretzel na saída de Frankfurt :S...
Já de barriga cheia, pudemos raciocinar melhor e lá fomos nós nos aventurar pelo país onde não tudo, mas muita coisa é liberada. Confesso que fiquei assustada no começo.
Hoje em dia a maconha é descriminalizada em alguns países, como os Países Baixos ou o Canadá, neste último apenas para uso medicinal, pois adotam políticas de tolerância em relação aos usuários, os quais não são presos. Nos Países Baixos, é nos coffeshops onde a venda de maconha e haxixe para consumo pessoal é tolerada pelas autoridades locais.
Sob a política de entorpecentes dos Países Baixos, a venda e o consumo de produtos feitos com cannabis e substâncias similares são tolerados e permitidos dentro dos cofeeshops devidamente licenciados. Além da venda destes produtos, a maioria dos coffeeshops também vendem comidas e bebidas.
O que isso tudo significa?? Sim, a maconha (e somente a maconha) é liberada para consumo individual, DENTRO dos coffeshops. A venda dela fora dos coffeshops é ilegal, assim como a venda de qualquer outra droga. Ou seja, não é liberado liberaaaaado... tem sim suas restrições. Mas como nada é perfeito, essa liberação é entendida (as pessoas fingem que não sabem né...) de outra maneira. Não foi uma nem duas vezes que nos ofereceram droga na rua, e não era só maconha não.


Como todos sabem, Amsterdã também é conhecida pelo Red Light District... esse mesmo, o Bairro da luz vermelha! É engraçado andar por lá... do mesmo jeito que tem aquelas mulheres linda, tem aquelas desbarrancadas (claro que essas não estão nas "melhores" vitrines). Qualquer tentativa de fotografar é repreendida. Eu nem tentei tirar nenhuma pra não correr o risco, hehehe...
A prostituição em Amsterdã começou a despontar no século 13, quando a cidade emergiu como porto. Em 1478 ela já estava tão disseminada que foram feitas tentativas para contê-la. As prostitutas que eram encontradas perambulando fora da zona de confinamento eram levadas de volta a força. Um século mais tarde, os calvinistas tentaram regulamentar a prática, sem muito sucesso, até que, a partir da metade do século 17, a prostituição começou a ser abertamente tolerada. Em 1850 Amsterdã contava com 200 mil habitantes e mais de 200 bordéis, a maioria sustentados por seus ricos clientes.
Mas como ia contando, fomos dar uma volta e nos aventurar dentre os canais de Amsterdã. A cada ponte por onde passávamos era uma parada pra duas fotos, uma de cada lado da ponte. Depois de algumas pontes, percebemos que passaríamos por incontáveis pontes e canais durante os próximos 3 dias e resolvemos admirar mais e fotografar menos, hehehe.

No segundo dia da nossa aventura no país onde quase tudo é permitido (12.06.09) pensamos em fazer a parte cultural da viagem, hehehe. Fomo até Leidsplein e lá pro Museum Van Gogh! Eu amei!... desde o primeiro quadro que vi virei fã desse cara! Hehehe... As cores, a técnica, as idéias,... é totalmente diferente do que ver o quadro "Quarto em Arles" impresso numa apostila! O cara era "o" cara! Sua vida foi marcada por fracassos. Ele falhou em todos os aspectos importantes para o seu mundo, em sua época. Foi incapaz de constituir família, custear a própria subsistência ou até mesmo manter contactos sociais. Aos 37 anos, sucumbiu a uma doença mental, suicidando-se.

Ao lado do Museum Van Gogh fica o Rijksmuseum. Ele é enorme! Por isso resolvemos não visitá-lo, hehehe. A paciência não estava lá aquelas coisas pra visitar ela. Quem sabe na próxima visita a Amsterdã. Ao invés do Rijksmuseum, fomos passear no Vondelpark e depois procurar alguma coisa pra comer. Já estávamos quase entrando num MacDonalds quando avistei uma bandeira do Brasil no meio da poluição visual das mil e uma placas de restaurantes ao redor da Leidsplein! Fomos dar uma olhada no cardápio e tinha de Guaraná à moqueca de peixe! Fique maulca né.. depois de 7 meses sem feijão, arroz, aipim frito e Guaraná foi bem isso que comi =D Não sei se a minha vontade era tanta, mas pra mim aquele almoço foi o melhor dos últimos meses! Hehehe. Primeiro detalhe: que não tinha niguém no restaurante! Simplesmente vazio, por isso não estava esperando muito da comida também. Segundo detalhe: os donos não eram brasileiros, mas sim indianos. :S

Como saímos "rolando" do tal restaurante, resolvemos fazer um passeio de barco pelos canais de Amsterdã. Esse é um passeio legal pra se fazer já no primeiro dia de passeio pela cidade. Apesar de Amsterdã ser uma cidade fácil de se andar (pelo menos, quando se está sóbrio, hehehe...) o passeio é legal porque eles dão algumas informações sobre a cidade e passam por vários pontos importantes que ficam na beira dos canais.


Depois do passeio, a idéia era ir atrás do HEINEKEN EXPERIENCE, um tour pela antiga fábrica da Heineken com direito a alguns copos de Heineken durante a visita. A tal fábrica não fica num lugar muito fácil de achar (pelo menos praqueles que nunca estiveram lá) e quando finalmente a encontramos, o último tour do dia já tinha começado. A moça que nos atendeu foi bem simpática e nos deu um vale de 20% de desconto pro tour que poderíamos fazer no outro dia.
A volta pro hostel foi de bonde mesmo... havíamos andado muito e resolvemos no poupar já que a intensão era sair à noite. Mas também não fomos muito felizes nessa investida... não sei se foi o dia o ou lugar errado, mas tivemos que voltar pra perto do hostel pra conseguir achar um lugar +/- pra sair.
*** só voltando no assunto "bonde": aqui, a regra "transporte público pra brasileiro na Europa é de graça" não vale. Na maioria dos bonde que pegamos tem um cobrador na porta o que impede a utilização dessa regra. Hehehe...***
O nosso último dia em Amsterdã (13.06.09) foi mais tranquilo. Como ir pra holanda e não ver um moinho de vento é quase como ir pra Roma e não ver o Papa, nós fomos tratar e procurar um. Tem um moínho na cidade de Amsterdã, mas logo que chegamos lá ficamos um tanto desapontados. Ele está desativado e é mais um ponto turístico do que qualquer outra coisa. É legal, mas pra quem tem mais tempo na Holanda e quer ir pro interior, não vale a "pernada", já que ele fica meio longe dos outros pontos turísticos.
Pegamos um bonde de lá até a Leidsplein, almoçamos e fomos pra fábrica na Heineken.
Essa não é uma atração muito barata não (15 euros, sem desconto), mas é muito legal. Eu achei que vale a pena, até praqueles que não gostam de cerveja. O tour conta a história da Heineken, mostra como a cerveja é produzida e como ela se "sente" quando é produzida (essa parte é legal, hehe..), dá a oportunidade de gravar vídeos e fazer fotos engraçadas (o vídeo que postei é de lá :D), ver comerciais antigos da Heineken e, a melhor parte, degustá-la! Lógico que depois de toda essa lavagem cerebral e puxação de saco da marca Heineken, tem uma lojinha! É isso mesmo, e é difícil alguém sair de lá sem a tal sacolinha!... huehuehue...
Um dos principais pontos turísticos de Amsterdã, é a casa da Anne Frank. Havia fila dobrado a esquina e esperamos +/- 30 minutos até que conseguimos entrar lá. A casa virou um museu, mas praticamente todos os móveis foram retirados e só ficou aquele ar pesado lá dentro. Acho que fiquei mais impressionada por já ter visitado Auschwitz, mas a maioria das pessoas que vão lá não tem noção do que a familia Frank viveu.
No domingo, dia 14.06.09 fomos visitar uma vila, perto de Amsterdã, onde nós pudemos ver os famosos moinhos holandeses de perto! O lugar se chama Zaanse Schaans e é super fácil de chegar, partindo de Amsterdã (40-50 minutos de ônibus e a passagem custa 5 euros, ida e volta. Perguntas: Ponto de informações turísticas na frente da Estação Central).

Passamos o dia por lá. Há vários moinhos e é um lugar calmo e agradável. Tem restaurante, lojinha de souveniers com direito a demostração da fabricação dos tradicionais tamancos de madeira holandeses (Klompen) e um museu que conta a história do lugar. Bem legal e recomedo pra quem quer sair um pouco da cidade e respirar um pouco de ar puro =D
De volta a Amsterdã, fomos direto pra Estação esperar o nosso trem. Chegamos em Frankfurt às 23hrs super cansados e desanimados sabendo que o próximo dia era segunda-feira :S
No mais, me diverti bastante... que venham as próximas!

Fontes: Wikipédia e Visite Europe.